sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

-Entre o Corpo e o Espírito: O Livro da Vida de Santa Teresa

{Após o filme abaixo sobre a vida de Teresa Sánchez de Cepeda y Ahumada, há, em seguida, um artigo escrito por Francilene Maria Ribeiro Alves Cechinel acerca do "Livro da Vida, obra escrita pela Sóror de Ávila}.


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Resumo: em O livro da vida, Teresa Sanchez de Cepeda y Ahumada descreve os comportamentos que tantas vezes a levaram aos tribunais da Inquisição, mas, mais do que isso, registra sua própria versão da intensa disputa entre o divino e o diabólico, a vida e morte, no corpo e no espírito de uma mulher na Espanha do século XVI. Analisado sob a ótica da escrita feminina, dos gêneros autobiográficos e do erotismo, tal livro adquire nova relevância histórica e literária e a figura de Santa Teresa D’Ávila renova seu impacto sobre o imaginário e o pensamento contemporâneos.

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Entre a Fogueira e o Confessionário: a vida de Teresa D’Ávila

É em meio a este panorama que se situa a vida e a obra de Teresa Sanchez de Cepeda y Ahumada, nascida em Ávila, na Espanha, em 1515 e falecida na mesma região em 1582 (COHEN, 1956). Em uma época em que as mulheres não podiam desejar o saber, Teresa lia, escrevia, criava suas próprias teorias e criticava os letrados da Igreja por não saberem responder corretamente seus questionamentos. Em um tempo em que a razão e a natureza masculina tinham a missão de controlar os sentidos e direcioná-los para a elevação espiritual, ela declarava ter experiências místicas que a colocavam em contato direto com Deus e propunha reformular o sistema monástico em que estava inserida. Em uma sociedade onde a sexualidade feminina era cerceada e subordinada aos interesses dos homens, Teresa descrevia como seus sentidos serviam a sua alma e não conseguia evitar o gozo e o êxtase que a invadiam independentemente de sua vontade. Ao longo de toda sua vida, Teresa foi alvo de tantas suspeitas e acusações comuns às mulheres de sua época, que o fato de ter escapado da fogueira e, posteriormente, ter sido canonizada (em 1662) e sido a primeira mulher a receber o título de “doutora da Igreja” (em 1970) parece tão incrível que talvez devesse ser acrescentado à lista de milagres que a Igreja atribuiu a ela.

Após entrar para o convento aos vinte e um anos, contra a vontade de seu pai, Teresa passa a viver livre dos papéis sociais atribuídos ao seu sexo. Seu corpo não seria mais entregue a um marido, entretanto, seu celibato deveria obedecer às leis monásticas de um clero composto por homens e inspirado por valores já bem distantes dos que eram pregados no início do cristianismo. Neste novo ambiente, Teresa contraria novamente as vontades dos que tinham poder sobre ela e passa a guiar sua vida religiosa por suas próprias teorias, construindo uma teologia a partir de sua própria vivência e, finalmente, reformando a Ordem à qual pertencia. Sua relevância histórica e literária, entretanto, vai além da questão religiosa e das atribulações do período em que viveu e passa a ser ainda mais reforçada pelos estudos atualmente voltados para a discussão da escrita feminina, dos gêneros autobiográficos e do erotismo. Sua obra mais famosa, O livro da vida, escrita em 1562 e publicada pela primeira vez em 1588, apresenta essas três questões de forma muito nítida. Partindo da relação entre genealogia literária feminina e discurso autobiográfico, Amalia Pulgarín Cuadrado explica que:


En los orígenes de la tradición escrita de las mujeres encontramos abundantes muestras en forma de cartas, diarios, confesiones o memorias. Fue la adopción de la primera persona lo que les permitió vencer el miedo a introducirse en un mundo ajeno y hostil y superar la inseguridad que les impedía cruzar el umbral de la cultura dominante. Esta inseguridad, provocada por la exclusión o desplazamiento de los espacios públicos, es la que obliga a nuestras primeras escritoras a volver sus textos hacia el interior y convertir este espacio en marco dominante de su escritura. (CUADRADO apud ALVAREZ; PRIETO, 2004, p. 563).


O livro da vida é uma obra autobiográfica escrita por uma mulher durante o Renascimento e em meio à perseguição promovida pela Inquisição contra os hereges. Tendo como autora alguém que reunia em si os principais traços associados aos inimigos da Igreja (era neta de judeus convertidos, mulher e declarava ter visões) em uma época em que ninguém dava credibilidade às palavras de uma mulher e em que a Igreja só admitia a elaboração teológica de homens letrados, O livro da vida sobreviveu a todos estes obstáculos e se tornou um dos clássicos da literatura espanhola. Porém, para alcançar espaço em um mundo “alheio e hostil” e “cruzar o umbral da cultura dominante” sem ser punida por ir além do papel que lhe cabia como mulher, Teresa teve que assumir outra postura que a Igreja também desejava incutir nas mulheres: contou sua história como a confissão de um ser frágil, atemorizado e propenso ao erro, que se expõe completamente ao escrutínio da Igreja em busca de orientação e absolvição. Em parte, podemos dizer que O livro da vida era isto também, já que foi escrito a pedido dos confessores de Teresa para ser apresentado à Inquisição como uma prova de que, apesar de sua conduta “diferente” e de suas experiências “raras”, ela vivia conforme os mandamentos da Igreja. Ao recomendar ao padre García de Toledo que rasgasse o que achasse ruim, corrigisse o que estivesse mal explicado ou exposto duas vezes e mandasse copiar o texto por outra pessoa para evitar que alguém reconhecesse sua letra, Teresa abdica de sua autoria e coloca sua versão de sua própria vida à disposição dos homens da Igreja, para que eles decidissem o que devia ou não fazer parte dela. Porém, ao longo do livro fica claro que este poder dado a eles não dizia respeito à vida de Teresa, mas a sua morte, já que eram eles que poderiam autorizá-la ou evitá-la, decretando-a culpada ou não de tudo que, apesar da Inquisição, ela realmente pensava, vivia e escrevia:


Não sei se digo desatinos. Se são, o senhor os corte, e se não são, suplico-lhe que ajude minha simplicidade acrescentando aqui muito. Porque andam as coisas de Deus tão fracas que é preciso defenderem-se uns aos outros os que o servem para ir em frente. E para esses há poucos olhos e, se um começa a se dedicar a Deus, há tantos que murmuram, que é preciso buscar companhia para defender-se até que já estejam fortes e não lhes incomode o sofrer. Senão, ver-se-ão em grande aperto. (D’ÁVILA, 2010, p. 84).


Assim, em O livro da vida, junto a todas as justificativas e desculpas que Teresa direcionava aos seus algozes, é possível encontrar rígidas críticas e propostas renovadoras a respeito da teologia e da Igreja (“porque, não entendendo os mestres o espírito, afligem a alma e o corpo e estorvam o aproveitamento”), ricas metáforas criadas por ela para explicar o que sentia (como a famosa metáfora das águas sobre os estágios das orações e de seus efeitos), além de vários exemplos do papel da mulher no início do Renascimento. As suspeitas da Inquisição a respeito de seu caráter propenso a ilusões, de sua proximidade com o demônio por seu caráter cheio de fraquezas e do medo que incutia nos homens devido a seu caráter tentador eram impostas da mesma forma a Teresa que, apesar de celibatária e obediente a uma ordem monástica, convivia com o mesmo dilema de todas as outras mulheres: a dúvida e o perigo de se entregar a algo que assumiria o controle sobre elas mesmas. Enquanto pai e marido negociavam o corpo físico das que viviam em sociedade, Deus e o Diabo brigavam pela alma de religiosa.

Felizmente para Teresa, ela encontra o caminho para se entregar a Deus, embora seja dessa entrega – que deveria livrá-la completamente da fogueira – que surge o cerne de outra questão pela qual ela passaria novamente à lista de suspeitos da Inquisição e de forma definitiva ao inconsciente coletivo da cultura ocidental: a intensa relação entre a mística e o erotismo. Os místicos diziam ser capazes de experiências de comunicação direta com Deus, durante as quais suas almas fundiam-se à Dele e, como decorrência de tais contatos, gozavam de enorme prazer e carregavam sinais divinos em seus corpos. Entre as primeiras vozes místicas da Igreja, estavam muitas mulheres que, ao explorar os limites da consciência através de “prece, contemplação, estudo, jejum, êxtase, amor louco” e atingir uma “felicidade inefável e dolorosa, torturante e terna”, logo despertaram desconfiança como “criaturas à beira da loucura” (PERROT, 2008, p. 84) e, posteriormente, tornaram-se foco de diversos estudos sobre o corpo e a sexualidade femininos. A entrega de Teresa a Deus passava por esses caminhos de “tão excessiva dor espiritual e com tão enorme prazer” que a levavam ao desatino e a faziam gastar todas suas forças em tentativas quase sempre infrutíferas de não sucumbir completamente a tais experiências (D’ÁVILA, 2010, p. 269):


Quis o Senhor que eu visse aqui algumas vezes essa visão: via um anjo junto de mim do lado esquerdo em forma corporal, o que não costumo ver, a não ser por maravilha. […] Esta visão quis o Senhor que eu visse assim: não era grande, mas pequeno, muito bonito, o rosto todo aceso que parecia dos anjos muito elevados que parecem que se abrasam inteiros. […] Via em suas mãos um dardo de ouro grande e no final da ponta me parecia haver um pouco de fogo. Ele parecia enfiá-lo algumas vezes em meu coração e chegava às entranhas. Ao tirá-lo me parecia que as levava consigo e me deixava toda abrasada em grande amor de Deus. Era tão grande a dor que me fazia dar aqueles gemidos, e tão excessiva suavidade que põe em mim essa enorme dor que não há como desejar que se tire nem se contenta a alma com menos do que Deus. Não é uma dor corporal, mas espiritual, ainda que não deixe o corpo de participar em alguma coisa e até bastante. É uma corte tão suave que se passa entre a alma e Deus que suplico eu a sua bondade que a dê a experimentar a quem pensar que eu minto. (D’ÁVILA, 2010, p. 267).


Ao longo de O livro da vida, essa combinação de dor e prazer evolui para uma relação de vida – sensualmente e sexualmente estéril para os religiosos – e morte – porta para uma vida eterna de prazeres para aqueles que dedicaram suas vidas a Deus – como muitas passagens do livro ilustram:


Porque nela a alma ainda sente que não está morta de todo, podemos dizer assim, já que está morta para o mundo. (D’ÁVILA, 2010, p. 159).
Porque é preciso coragem, com certeza, porque é tão grande o gozo que parece às vezes que não falta um instante para a alma acabar de sair deste corpo. E que morte feliz seria! (D’ÁVILA, 2010, p.153).


A interdição do desejo e do gozo da vida imposta pelas leis monásticas e a fusão de sua alma com Deus compunham um tipo de morte que o  místico impunha ao seu corpo e a sua individualidade, mas que o levava a uma “vida eterna” em Deus, através de uma imortalidade transgressora e erótica, segundo a definição de Georges Bataille de que “o erotismo é a aprovação da vida até na morte” (1987, p. 11). Em seu livro O erotismo (1987), Bataille explica que:


Na vida dos crentes e dos religiosos, cujos desequilíbrios não são raros, a sedução não tem frequentemente o genital como objeto, mas sim o erótico. É esta verdade que surge das imagens associadas à tentação de Santo Antônio. O que obceca o religioso na tentação é bem aquilo de que ele tem medo. É no desejo da morte a si mesmo que se traduz sua aspiração à vida divina; desde então esboça-se uma perpétua transformação, onde cada elemento se transforma ininterruptamente em seu contrário. A morte, que o religioso desejou, vem a ser para ele a vida divina. Ele se opôs à ordem genital que carregava o sentido da vida, e reencontra a sedução sob um aspecto que tomou o sentido da morte. (BATAILLE, 1987, p. 215).


A associação do erotismo à vida mística aparece primeiramente nos textos dos próprios Pais da Igreja, quando Santo Agostinho define Eros como a força que impele para Deus (MAY, 1973). Partindo da interpretação do psicólogo Rollo May, “Eros é o que nos impele à união com aquilo a que pertencemos” (MAY, 1973, p. 81), “é o aumento de nossa tensão íntima, que une e liga, constrói e funde” e, portanto, oposto a Thánatos, o instinto de morte (MAY, 1973, p. 95). Sob o ponto de vista da fé religiosa, a afirmação da “vida mesmo na morte” descrita por Bataille (1987) se dá através da crença na ressurreição: nossa volta a Deus – o Pai a quem pertencemos – e nossa nova vida perene em união íntima com Ele. Tal crença vai ao encontro de uma nostalgia decorrente de nossa natureza humana:


Somos seres descontínuos, indivíduos que morrem isoladamente numa aventura ininteligível, mas temos a nostalgia da continuidade perdida. […] essa nostalgia comanda em todos os homens as três formas de erotismo. Nelas o que está em questão é sempre substituir o isolamento do ser, a sua descontinuidade, por um sentimento de continuidade profunda. […] A busca de uma continuidade do ser perseguida sistematicamente para além do mundo imediato aponta uma abordagem essencialmente religiosa. (BATAILLE, 1987, p. 15).


A possibilidade de transgredir os limites de nossa descontinuidade leva ao prazer e confere à experiência mística religiosa o caráter erótico, conforme descrito por Júlia Kristeva (2010, p. 36, p. 45) em seu livro No princípio era o amor: psicanálise e fé:


[...] se poderia descrever a fé como um movimento de identificação, que se faz mister chamar primário, a uma instância amorosa e protetora. Para além da percepção de uma separação irremediável, o homem ocidental restabelece por meios “semióticos” mais do que “simbólicos” uma continuidade ou uma fusão com o Outro, não mais substancial e materno, porém simbólico e paterno. [...] É porque sou separado, abandonado, só face ao outro, que posso galgar psiquicamente esse intervalo que é aliás a condição do meu ser, e encontrar o gozo numa completude (reunião com o pai, ele próprio substituição simbólica da mãe) e numa perenidade (ressurreição) imaginárias.


É este tipo de experiência que Teresa narra em O livro da vida, ao escrever o trajeto de dissolução de seu ser descontínuo (através da perda de sentidos, da consciência e do controle de seus próprios movimentos) para atingir a completude em Deus e experimentar o prazer dessa nova existência:


Disse-me o Senhor estas palavras: Desfaz-se toda, filha, para pôr-se mais em mim. Já não é ela quem vive, mas sim Eu. (D’ÁVILA, 2010, p.165).
O que acontece comigo é que – como já disse sobre a oração anterior – experimenta-se o gozo com intervalos. Muitas vezes a alma mergulha ou, para dizer melhor, mergulha-a o Senhor em si e, mantendo-a assim um pouco, só a vontade permanece. (D’ÁVILA, 2010, p. 185).
Estando a alma assim buscando a Deus, sente com um deleite enorme e suave, quase desfalecer-se toda, com um jeito de desmaio, pois vai faltando o fôlego e todas as forças corporais de modo que, se não for com muito esforço, não conseguirá nem mesmo mexer as mãos. […] Assim, não se beneficia em nada dos sentidos, a não ser para não conseguir deixá-la a seu prazer e, assim, antes a prejudicam. Falar seria demais, porque não atina com formar as palavras. Nem tem força, mesmo que atinasse, para poder pronunciá-la, porque toda força exterior se perde e aumentam as da alma para poder fruir sua glória. O deleite exterior que se sente é grande e muito conhecido. (D’ÁVILA, 2010, p. 164).


Nos encontros com seu “noivo”, Teresa perdia o poder sobre seu corpo, assim como acontecia com as noivas entregues a um noivo de carne e osso. Entretanto, sua “dissolução” – como ser humano descontínuo – lhe proporcionava prazeres especiais que ela gozava independentemente das leis misóginas da sociedade e da Igreja. Arrebatada por sentimentos e sensações muito intensos para a existência passiva e apática destinada às mulheres, ela chegava perto demais da conduta atribuída às “amantes do Diabo”, afinal a força que a impelia para o objeto de seu desejo era incontrolável e apossava-se de todo seu ser com violência, exatamente como uma força demoníaca. Como “um impulso de todo o ser para afirmar-se, fazer-se valer, perpetuarse e ampliar-se”, “o demoníaco pode ser construtivo ou destrutivo, e em geral é ambas as coisas” (MAY, 1973, p. 137), em um estado extremo que Teresa vive constantemente e descreve tão bem, conforme Bataille (1987, p. 223-224), observa:


[...] trata-se, sem dúvida, do desejo de morrer, mas é, ao mesmo tempo, o desejo de viver nos limites do possível e do impossível, com uma intensidade sempre maior. É o desejo de viver deixando de viver ou de morrer sem deixar de viver, o desejo de um estado extremo que talvez só Santa Teresa tenha descrito com tanta força, ao dizer: “Morro de não morrer!” Mas a morte de não morrer não é precisamente a morte, é o estado extremo da vida; se eu morro de não morrer, é com a condição de viver: é a morte que, vivendo, eu experimento, continuando a viver. Santa Teresa sentiu-se transtornada, mas não morreu realmente do desejo que teve de se perder. Ela perdeu o controle de si, não fez senão viver mais violentamente, tão violentamente que conseguiu dizer para si mesma que estava perto de morrer, mas de uma morte que, exasperando-a, não fazia estancar a vida.


Essa forma de viver violentamente, buscando o divino com um impulso demoníaco, reforça o erotismo na vida de Teresa, já que, por opor-se à sexualidade reprodutora da vida, “o erotismo, em princípio estéril, representa o Mal e o diabólico” e, segundo Bataille (1987, p. 215), é “justamente desse lado que se ordena a relação última – e mais significativa – da sexualidade e da mística”. Em O livro da vida, diversas passagens ilustram essa relação e evidenciam a causa das perseguições e denúncias que acompanharam o nome de Teresa e às quais o mesmo livro responde com sua própria versão da intensa disputa entre o divino e o diabólico, a vida e morte, no corpo e no espírito de uma mulher de sua época.


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Referências:
BATAILLE, Georges. O erotismo. Porto Alegre: L&PM, 1987.
BROWN, Peter. Corpo e sociedade: o homem, a mulher e a renúncia sexual no início do cristianismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.
COHEN, John Michael. Introdução. In: D’ÁVILA, Santa Teresa. O livro da vida. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2010.
CUADRADO, Amalia Pulgarín. Discurso autobiográfico y escritura femenina em la década de los noventa. In: ALVAREZ, María Angeles Hermosilla; PRIETO, Célia Fernández (dir. congr.). Autobiografía en España, un balance: actas del congresso internacional celebrado en la Facultad de Filosofía y Letras de Córdoba del 25 al 27 de Octubre de 2001. Espana: Visor, 2004.
D’ÁVILA, Santa Teresa. O livro da vida. São Paulo: Penguin Classics, Companhia das Letras, 2010.
DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens: do amor e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
HANCIAU, Núbia. A feiticeira no imaginário ficcional das Américas. Rio Grande: Editora da Furg, 2004.
KRISTEVA, Julia. No princípio era o amor: psicanálise e fé. São Paulo: Verus, 2010.
MACEDO, José Rivair. A mulher na Idade Média. 5ª Ed. São Paulo: Contexto, 2002.
MAY, Rollo. Eros e repressão (amor e vontade). Petrópolis: Vozes, 1973.
PADILHA, Laura Cavalcante. Mulher de demoníaco em duas novelas camilianas. In: FUNCK, Susana Bornéo (org.) Trocando idéias sobre a mulher e a literatura. Florianópolis: UFSC, 1994.
PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2008.
SALISBURY, Joyce E. Pais da Igreja, virgens independentes. São Paulo: Página Aberta, 1995.