sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

-O Que é um Conventículo?



Utilizando uma linguagem precisa, Conventículo é uma assembleia ou reunião de Bruxas, para a prática de rituais mágico-religiosos, bem como cerimonias solenes de celebração dos Mistérios, onde busca-se realizar dentro de um território especificamente demarcado do campesinato. O campesinato ("Pagus", "Paga", "Pagi" ou "Pays", do Latim; de onde deriva o termo 'pagão' ou 'gentio', isto é, um participante do campesinato de um conventículo/geno) pode incluir bosques, colinas, montanhas, campos, rios, lagos, fontes, vales, grutas, riachos, florestas de carvalho, freixo, espinheiro, álamos, macieiras, videiras, aveleiras, cerejeiras, figueiras e outras plantas paisagísticas e vilas ou casas provinciais; cujo uso linguístico advém dos tempos pré-cristãos romanos que, com a transição da antiguidade tardia para a idade média, fora utilizado largamente pelo próprio instituidor da Bruxaria Medieval Pentárquica: o misterioso Flavius Claudius Iulianus (reencarnação de Salomon o Azazel/Azizos, Iniciado dos Clãs Adonista e Amonita e que recebia honrarias entre os povos hebreus; de Alexandre o Magno, Iniciado do Clã Amonita; de Caius Iulius Caesar, Iniciado do Clã Lupercal; e que reencarnaria, depois, como Carlos Magno, Iniciado da Bruxaria Medieval Pentárquica e instituidor do Sacro Império Romano; como São Louis o Magnus Lyon Christianissimus, Iniciado da Bruxaria Medieval Pentárquica e aliado da Ordem do Templo; e como Napoléon Bonaparte, co-instituidor da co-Maçônica Bruxaria de Mênfis-Misraim, formalizador de base da neotemplária Ordem Militar Suprema do Templo de Jerusalém e que aboliu a Inquisição Espanhola). Tradicionalmente, na Bruxaria, cada Conventículo compreende um campesinato de Três Milhas de diâmetro, dentro do qual nenhum outro Conventículo de Bruxas pode se instalar (uma milha equivale à 1,6 quilômetros, portanto três milhas equivale à cerca de 4,8 quilômetros). Esta demarcação campesina ou "landmark" é especificada, na Bruxaria genuinamente Tradicional, como "Têmenos" ou "Nematon" (literalmente "Temno", uma demarcação ou território marcado; ao passo que "Nemos", um bosque, e "Temno", demarcado), nas línguas grega e céltico-romana; enquanto que o centro desta demarcação em que se constitui o local ritualístico e que se reune o Conventículo chama-se "Templum" ou Templo, quando fisicamente construído, ou "Fanum" ou Sacela (literalmente "Phanis", lume ou lucerna, no sentido de clareira divinamente inspirada, origem do termo latino "Fanaticus" ou Fanático), quando apenas em forma de colina ou com uma pequena construção físico-arquitetônica; sendo que cada alta-sacerdotisa e alto-sacerdote de um Conventículo havia responsabilidade mágico-religiosa para proteger o Têmenos e, devido à esta responsabilidade, eram comumente caracterizados respeitosamente como 'clérigas' ou 'clérigos' ("Klerouchos" ou "Kleros", literalmente "titular do Monte") de tal Têmenos em que regia

No final da Antiguidade, momento em que se tem registros do termo 'Conventículo', este era utilizado para referir-se às assembleias entre romanos e camponeses para aconselhar o governador a respeito da justiça administrativa, onde estava associado à demarcação de territórios e o culto imperial, bem como de cada província (tal como foi feito na região da Espanha e da Itália). Depois, o uso da palavra 'Conventículo' também fora feito nas Ilhas Britânicas, para referir-se à qualquer reunião clandestina para discutir questões religiosas ou que eram vistas como ameaçadoras à sociedade, de modo que tal assembleia era ilegal na Inglaterra e, portanto, contrariava o Cristianismo Anglicano. Em 1592, instituiu-se um ato parlamentar na Inglaterra o qual afirmava que, uma pessoa com idade maior de 16 anos que não frequentasse a Igreja Anglicana ou negasse a autoridade da majestade eclesiástica e, em contraposição, participasse de Conventículos, atraindo outras pessoas a participar também, seria preso e sem direito de fiança; ainda, caso não se conformasse ou recusasse, depois de três meses na prisão, seria exilado para sempre (ELTON, G. R. "The Tudor Constitution". Documents and Commentary. Second Edition, Cambridge University Press, 1982, p. 458-61). Outros dois atos parlamentares foram instituídos posteriormente, um em 1664 e outro em 1670, estabelecendo outras punições à quem recusasse a frequentar à Igreja Anglicana e, por outro lado, com o intento em participar de Conventículos. Além da Inglaterra, na Escócia, na Finlândia e na Alemanhã também há registros sobreviventes da existência de Conventículos, se estes conventículos dos registros físicos eram bruxescos ou somente de rebeldes políticos não sabemos até então; no entanto, muitos desses conventículos foram acusados de ocorrer com frequência atividades de caráter sexual. 


Como apontam os registros físicos sobreviventes entre os teólogos da Inquisição, a assembleia das Bruxas era conhecida popularmente, na idade média, como "Conventículo de Bruxas" ou "Conventículo" ("Conventus") e, a partir desse uso comum, tal palavra italiana migrou para as Ilhas Britânicas e para a Península Ibérica, tal como em muitos países europeus que, como citado, seu uso já era comum. Contudo, o termo 'Conventículo', em suas inúmeras variações, advém aproximadamente do período em que houve o estabelecimento do imperialismo em Roma, coincidente à antiguidade tardia, pois, antes desse período, a Bruxaria  que era continuidade dos Clãs da "Mysteria", instituídos entre os povos Pelasgos na região do antigo Império Hitita — utilizava-se de outros termos para referir-se às suas reuniões ou assembleias. Ao final da antiguidade, à medida que os Clãs da Bruxaria se reuniram em Roma (vide o tópico da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade") e, com a oficialização do Cristianismo no Império Romano e os decretos de fechamento dos templos pagãos, ocorreu a reconfiguração dos Clãs bruxescos que ainda restavam vivos sob o formato de Pentarquia ou Cinco Clãs, pelo imperador pagão Flavius Claudius Iulianus (chamado de "O Apostata" pelos primeiros Cristãos), cuja organização religiosa foi dividida para ensinar a Arte secretamente em cinco pontos do continente europeu, muitos dos quais já estava presente. Desta forma, as Bruxas e Iniciados, através de línguas pré-romana, caldaica e céltica, legaram um nome para a assembleia ou reunião de bruxas: 'Conventículo' ou, na língua britânica, 'Coven' e suas diversas variações linguísticas europeias. 
Na Língua Inglesa, há as palavras "Coven" ou "Conventicle" para Conventículo; na Língua Basca ou Espanhola traduz-se na palavra "Coeva" ou "Cueva"; na Língua Espanhola é chamado de "Coventiculo""Convento" (uma palavra que é, atualmente, popular dentro dos monastérios de freiras do Cristianismo); na Língua Francesa ou Inglesa há os termos "Couvent", "Coeven", "Covine", "Cuwing", "Cuveen", "Coween" ou "Covey"; dependendo da região e do dialeto falado; Na Língua Portuguesa, há a palavra "Convenção" e "Conventículo"; na Língua Latina, existe a palavra "Conventiculum" ou "Coventiculum", cuja palavra-raiz é o verbo "covenire" ou "convene", o qual refere-se à uma 'assembleia' ou 'reunião' ou 'templo', mas, cuja origem, advém de um língua céltico-meda que existia na região do norte da Índia dravidiana, do Egito e da Média ou Pérsia e que, por sua vez, era utilizada pela Bruxaria Clássica, e que persistiu na língua árabe a palavra "Khuwwa" para referir-se à uma 'congregação religiosa' ou 'companhia'.


Na Grécia Antiga, antes de os Clãs da Bruxaria irem para Roma, houve também outras palavras que eram usadas para designar um conventículo ou reunião das Bruxas, na antiguidade, como "Thiasos" ou reunião dos "Viciani" (os possuídos pela "mania" ou euforia divina, isto é, os Vates ou Ovados, quem possui os Dois Graus Iniciáticos da Bruxaria) — como atestam inscrições greco-macedônicas e tessalônias descobertas  (RICHARD S. ASCOUGH. "Paul's Apocolypticism' and the Jesus Associations at Thessalonica and Corinth". In: Redescribing Paul and the Corinthians, Inscriptiones Graecae, 2011, p. 164; KLOPPENBORG & ASCOUGH. Greco-Roman Associations, p. 373)  em referência à conventículos (geralmente dos antigos Clãs Dionisíaco e Metragirta) que celebravam os Sabás, como o Rosalia (o festival Beltane), e estavam subordinadas aos "Dryophoroi" ou Dríades ('bruxas ou bardos do carvalho', do Grego "Dry", carvalho, "Aedos", Bruxas ou Bardos), mais tarde chamados de Druidas, os quais, estes últimos, constituíam-se títulos às Bruxas que já haviam conquistado o último grau da Bruxaria (chamado de "Primeiro Grau", em lógica decrescente, pois, o "Terceiro Grau" era a primeira Iniciação e, o "Primeiro Grau", a última; ao passo que, quem havia apenas um Grau Iniciático na Bruxaria, recebia o nome de Bruxa ou Bardo/Aedo), cuja característica do grau é a contemplação entusiástica e a santidade ou heroísmo. 

Segundo as lendas gregas e o folclore europeu, principalmente na Itália e na região dos Bálcãs, as Bruxas travavam uma luta pela fertilidade dos campos, em determinados momentos ritualísticos do ano, em que afugentavam os Feiticeiros (perturbadores e malfeitores, compactuadores aos espíritos de vampiros e lâmias, que guerreavam para a matança ritualística de pessoas: falamos dos feiticeiros no tópico da galeria, "Diferenças entre Feiticeiros, Curandeiros e Magos"). É a partir desta luta ou batalha entre as Bruxas versus os Feiticeiros ou Malfeitores que surgem, tipica e tradicionalmente, as chamadas "Batalhas-de-Bruxaspara assegurar a fertilidade da terra, não apenas simbolicamente falando, mas, sim, na vida real. Na Bruxaria Moderna não é dada tanta atenção a esse aspecto, mas, na velha Bruxaria, as "Batalhas-de-Bruxas", em espírito ou fisicamente, pela fertilidade da terra e da comunidade, é elemento fundamental e indispensável. Nos velhos tempos, o Têmenos ou "Fanum", isto é, a demarcação do campesinato, deveria ser, conforme as Leis da Bruxaria, composta tanto no início quanto no final por uma Casa ou Vila ("Vicus" ou "Domus", no Latim; o aportuguesado Domo que, na idade média, fora utilizado como sinônimo de "catedral") habitada por Bruxas, de modo que seja possível hospedar as Bruxas e Iniciados visitantes de outros conventículos, bem como os Sacerdotes Negros (que, tradicionalmente, eram emissários, cada qual, de uma Magistra ou alta-sacerdotisa em seu conventículo). Ademais, a denominação de 'Conventículo', para as assembleias ou reuniões mágico-religiosas, é utilizada tanto pela Bruxaria genuinamente Tradicional quanto pelos núcleos internos e martinistas da Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC), haja visto que a Ordem Rosacruz original fora composta inicialmente como um "círculo externo" ou "ordem exotérica" em que era dirigida por Bruxas e Iniciados para auxiliar no desenvolvimento espiritual da Europa (vide os tópicos da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade" e "Ordem Rosacruz Irmandade de Crotona e seu Conventículo de Nova Floresta"). 


Contudo, antes de entrar formalmente para um conventículo de Bruxas, é necessário que o aprendiz ou iniciante participe: ou 1) do Conventículo enquanto "cowan" ou conventicular para aprendizado conjunto às bruxas; ou, mais frequentemente, 2) do Círculo Externo ou Ordem Exotérica que, por não fazer parte propriamente do conventículo, participa como aprendiz em uma Acadêmia ou Colégio durante o período de um ano e um dia, para estudos exotéricos denominados de Oficinas ou Ateliês ou Lojas (Lojas sobre Maçonaria, isto é, o estudo da ciência filosófica de Geometria ou Saber da Justa Medida, para aprender ante-iniciação os pilares da Bruxaria; visto que a Geometria ou Saber da Justa Medida concerne preceito filosófico, do engendramento cósmico, ensinado por Hermes Trismegistos); e, após esse período, pode: ou a) ser eleito para receber a Iniciação e participar propriamente do Conventículo; ou b) reiniciar seus estudos em uma loja do Círculo Externo ou Ordem Exotérica (no caso de não possuir Selo da Bruxaria por atavismo); ou ainda, c) findar seus estudos pré-iniciáticos (geralmente no caso de buscadores indecisos acerca do realmente desejam trilhar).


Desde os tempos antigos de Roma, a palavra "Ordem" ("Ordine", em Italiano; "Ordo", em Latim) era utilizada para referir-se às Oficinas e Lojas de aprendizes ou Sindicatos de luta por justiça, principalmente no caso das Legiões de Bruxas e Iniciados com um encargo ou incumbência específica dada pela Cavalaria do Sacerdote Vermelho de um conventículo, bem como no caso dos antigos Clãs Mitraico, Arval, Sálio e Artemisiano (vide tais clãs no tópico da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade") e os medievais Clãs do Bode, do Búfalo, do Veado, do Carneiro e do Touro, cujas Ordens de cavalaria da Bruxaria, na idade média e modernidade, compreendiam a "Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda", a "Ordem do Templo" ou vulgarmente conhecida como "Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo do Templo de Salomão" (que, com a dissidência, deu origem à Maçonaria e à "Ordem do Tosão de Ouro"), a "Casa Têmide" ou "Caverna Tríase" (que subdividiu-se, no final da antiguidade e início da idade média, na "Liga da Corte Sagrada" ou "Santa Veeme" ou "Helieia"), a "Ordem Humilhada ou dos Humilhados", a "Ordem Rosacruz", a "Ordem do Dragão", a "Ordem da Liga ou dos Cavaleiros de São Jorge", a "Sociedade da Palavra do Moleiro" (que possuía como subdivisão a "Sociedade dos Homens-Sapos" e a "Sociedade da Palavra do Cavaleiro", a qual deu origem à diversas outras Ordens modernas, como à britânica "Antiga Ordem dos Irmãos Ímpares" em 1730, à anglo-londrina "Antiga Ordem dos Druidas" em 1780, à inglesa "Antiga Ordem dos Amigos Silvicultoresem 1834 e à britânica "Ordem Leal dos Antigos Amigos Pastoresem 1992), a "Ordem dos Cavaleiros Calusari" e o "Clube Fogo do Inferno" ou "Ordem dos Fratres de São Francisco de Wycombe ou dos Cavaleiros do Oeste de Wycombe", além das "Bandas de Justos e Foliões(como do britânico Robin Hood e sua esposa Marian; do eslocaco-polonês Juraj Janosik; e do francês Johannes Buckler).


Estruturalmente, um Conventículo é formado substancialmente por uma Magistra (ou Mystagoga ou Magistrissa), que desempenha a função de alta-sacerdotisa e ministra do conventículo, cuja cor da sua Túnica é branca ou prateada (com beiradas em roxo ou violeta) e o Colar do Renascimento em que usa é composto de âmbar (símbolo de quem é Druida, isto é, que já conquistou os Três Graus da Bruxaria) e azeviche (símbolo do poderio real). Uma Magistra ou alto-sacerdotisa possui uma Coroa de Triluna (símbolo de quem é manifesta a Deusa como Mestra nos ritos sagrados), onde o cabelo é dividido em três mechas: uma de cada lado da cabeça e outra atrás, sendo que as mechas dos lados pass
am por dentro da coroa, deixando-a com um aspecto das antigas matronas romanas. Também, usa uma Jarreteira ou Liga de Bruxa, um cíngulo com o número de laços equivalentes ao número de conventículos descendentes de sua maestria, para ser utilizado acima do joelho esquerdo que, fazendo uso apenas durante o dia-a-dia, servia para identificar uma Magistra ou alto-sacerdotisa da Bruxaria. A Magistra possui como companheiro o Magister (também chamado de Mystagogus ou Magistros), que desempenha a função de alto-sacerdote e que, durante os Sabás ao alvorecer, faz uso de uma Túnica de coloração branca ou dourada (com beiradas em roxo ou púrpura, como os Pretores ou Fratres de linhagem real ou porfirogenetos já usavam na Roma Antiga sob a versão romana da "Toga Praetexta" ou "Toga Picta" e, também, na corte de Camelot/Camalet e em Broceliande nos tempos céltico-romanos), apesar de também possuir autoridade, a soberania da autoridade dentro de um conventículo de Bruxas é da Magistra, motivo pelo qual, às vezes, é referido como 'Magisterulo'. Ao passo que, durante os Idos ou Missas bruxescas ao anoitecer, o Magister usa uma vestimenta composta de Avental com quadrado na frente e atrás (semelhante ao Avental da Ordem Maçônica Franco-escocesa), Botas Dionisíacas/Coturnos, Coroa de Carvalho ou Hera (no inverno) ou de Louro (no verão) e Máscara de Cornos (do animal que rege o Clã em que o conventículo pertence). Na velha Bruxaria, o Magister (às vezes, a Magistra também) faz uso da maquiagem sagrada, sendo que a maquiagem, diferentemente da concepção dos homens comuns que a associam à vaidade, entre as Bruxas a maquiagem atua para trazer os poderes de fertilidade, cura e clarividência, haja visto que a maquiagem bruxesca é composta de malaquita, um minério que está ligado ao cobre (no passado, também se usava laurionita, para proteger de pestilências, miasmas, feitiços ou pragas).



Não existe Conventículo de uma única pessoa. Não existe prática real da Bruxaria quando há uma única pessoa, pois, o sacerdócio bruxesco apenas pode ser aplicado em duplas ou casais, ligados pelo chamado "Casamento Bruxesco" ou "Casamento Negro", já que a Bruxaria possui foco na prática da Magia Sexual. Os ritos e cerimonias solenes, da Bruxaria, se pautam na relação física, emocional e espiritual de seus membros. A Bruxaria pode ser praticada de duas maneiras: em hábito ou estilo de vida cívico-social em que se centra na vida comunitária, ou então, em hábito ou estilo de vida monástico em que se centra em beguinário ou beatério (isto é, um domo ou casa correligionária em que os membros do conventículo convivem conjuntamente em comunidade monástica ou priorado); o que, atualmente, esta última maneira é mais rara, embora ainda haja, principalmente na França e na Espanha. Cada conventículo, tradicionalmente, é composto por treze integrantes ou, mais raramente, nove (quando sem as Atalaias) ou dezoito membros, quando duplicado, pois, em mitos pelasgos ou pré-helênicos, eram doze os membros entre os Deuses e Regentes ou Arcanjos que compunham a Companhia dos Deuses ou Domínio dos Deuses e um líder que inspirava a companhia, constituindo, assim, doze aspectos divinos da Antiga Providência ou Altíssimo Uno (por este motivo o Alfabeto Grego ou Pré-helênico Pelásgico havia vinte e quatro letras, relacionadas à Tétrade ou Triângulo de Manifestação, utilizado na Teurgia ou manifestação de Deuses), o que levou ao surgimento do mito místico/bruxesco de que o Deus Cornífero do Mundo Superior (Pan/Phaunus ou Apollon Paion) ajudara o Deus do Mundo Inferior (Dionysos/Osiris) com os seus "Doze Filhos" (Kelaineus, Argennon, Aigikoros, Eugeneios, Omester, Daphoenus, Phobos, Philamnos, Xanthos, Glaukos, Argos e Phorbas) nas batalhas contra os indianos, durante as místicas ou bruxescas Viagens Dionisíacas de Triênias: do Olimpos ou Céus desceu ao Monte Nysa/Sinai e do Monte Nysa/Sinai à Índia e da Índia à Céltica/Cítia, para salvar a Deusa Demeter Sito/Europa a Ariadna entre os trácios (isto é, a rota de peregrinação das Bruxas e Iniciados, com as quatro cores do processo alquímico da Iniciação na Bruxaria e do Círculo Mágico).


Ainda, dentro de um Conventículo da Bruxaria também há um Sacerdote Negro ou Encarregado Negro, também chamado na Itália por Capinera ou Corvo (denominado no Latim por Corvex), que possui o encargo de mensageiro e assessor do Ato-sacerdócio que estabelece contato com os demais Sacerdotes Negros de outros conventículos, um emissário da Religião das Bruxas que comunica os assuntos direto à Magistra de seu conventículo.Os Bruxos visitantes que se hospedam, tradicionalmente, na primeira ou na última casa ou vila do Têmenos ou Templo fazem contato com o conventículo local a partir dos Sacerdotes Negros. A cor da Túnica do Sacerdote Negro é azul escura (próxima à coloração preta).


Existe também, um membro denominado Sacerdote Vermelho ou Encarregado Vermelho (que, no Latim, era chamado de "Miles"), que é responsável pela segurança do conventículo, e veste uma Túnica vermelha. Ao Sacerdote Vermelho cabe a função de legislar sobre os assuntos que envolvem a demarcação territorial do Têmenos, proteger o conventículo e seus membros e, quando necessário, travar as "batalhas de Bruxas" pela fertilidade da terra, tanto para que o conventículo possa viver pacifica e harmoniosamente no Têmenos ou Templo quanto para assegurar a prosperidade do sacerdócio sem perturbações de feiticeiros, vampiros ou lâmias que buscam atacar no Outro Mundo a partir do momento em que a Bruxa ou Iniciado começa a alcançar determinado nível de progresso mágico-espiritual. Além do Sacerdote Negro e do Sacerdote Vermelho mencionados, há também mais dois sacerdotes conventiculares: o Tesoureiro ou Encarregado de Ouro, que usa Túnica amarela clara e possui o encargo de supervisionar administrativamente o conventículo e seus membros e de preparar as condições físico-espirituais necessárias para o bom funcionamento dos ritos, e o Secretário ou Escriba ou Encarregado de Branco, que veste Túnica branca e possui o encargo de auxiliar no testemunho aos ritos dos membros do conventículo e na manutenção do mito ou palavra secreta, tanto escrita ou litúrgica (Livro das Sombras ou Folhas da Serenidade) quanto oral ou vivencial (aprendizado)
Também, existem quatro Atalaias ou Quadrantes, cada um associado à um elemento da natureza, tal como Atalia do Leste, Atalaia do Sul, Atalia do Oeste e Atalaia do Norte, cujas funções são atuar como canais de energia, proteção e testemunho no Círculo Mágico durante os santos ritos da Bruxaria. Os Atalaias ou Quadrantes representam os Guardiães dos Portais da Bruxaria ou Quatro Obreiros, cujas Túnicas usadas são azul marinho, branca, amarela clara e vermelha. Em resumo, com exceção de "Cowan" ou Conventicular (preto), Magistra e Magister (branco com beiradas roxas), Sacerdote Vermelho e Atalaia do Leste (vermelho), Tesoureiro e Atalaia do Sul (amarelo claro), Sacerdote Negro e Atalaia do Norte (azul marinho), os demais membros de um conventículo de Bruxas vestem, tradicionalmente, Túnicas de coloração branca.


Em Conventículos-matrizes, há também a presença de uma dama abadessa conhecida como Rainha das Bruxas (referida nos contos de fadas britânicos como "Rainha das Fadas", chamada no Latim por "Regina Sacrorum"), que governa o Clã (conjunto de conventículos que descende à Rainha das Bruxas e que estão subordinados à ela) soberana e juntamente com um companheiro arquidruida, denominado por Magus ou Majestade das Bruxas. (O termo "Magus", que perdurou nas lendas portuguesas e espanholas como "Magustos" ou "Magosto", refere-se à Majestade que, no Latim, era chamado de "Magis" ou "Majestas" ou "Maiestas", originado do Antigo Pérsico "Magabux
ša" ou "Bagabuxša", com o significado de "representante da divindade" ou "protegido pela divindade", para referir-se aos reis adeptos da Bruxaria e que, no Grego Antigo, perdurou na palavra "Makistos" ou "Macistus" ou "Megabyzos", que significa "major" ou maioral, utilizado em referência aos reis ou rainhas do Clã Artemisiano e dos demais Clãs da Bruxaria ou Arte dos Sábios na antiguidade, em contraposição ao "minor" ou ministro que, este último, trata-se de um representante do major ou maioral; isto é, o cargo de Magus ou Majestade, dito honorificamente como "Patrono" ou "Pretor" ou "Fráter" por sua condição de liderança de uma Fraternidade ou Clã, difere-se do cargo de Magister ou Mistagogo, pois, enquanto o cargo do Magus possui como função comandar ou co-liderar o Clã ou Fraternidade conjuntamente com a Rainha das Bruxas no estabelecimento dos decretos para o Clã, o cargo do Magister é de ensinar a doutrina esotérica da Bruxaria às bruxas e iniciados e, no sentido geral, ministrar o alto-sacerdócio dentro do conventículo). A Rainha das Bruxas e o Magus vestem Túnicas de coloração igual às Túnicas da Magistra e do Magister (como citado acima). A Rainha das Bruxas usa um Colar do Renascimento de azeviche (símbolo de soberania ou poderio real). Em conventículos-mães ou conventículos-matrizes, a Rainha das Bruxas e o Magus assistem as cerimonias sentados em dois tronos, ao norte e ao leste ou ao nordeste do Círculo Mágico. 


Contanto, também existe um iniciante ou neófito, denominado de Conventicular ("Cowan" da Língua Inglesa), que designa à um indivíduo que é apenas aprendiz no conventículo, geralmente participante de uma loja ou colégio do Círculo Externo ou Ordem Exotérica por um período de Um Ano (e, sugestivamente, mais Um Dia), ou seja, o tempo de duração de uma Roda Sazonal, e a cor de sua Túnica é, inicialmente, preta (em alusão ao período de nigredo ou "noite escura da alma") e, ao término dos estudos, nos Jogos de Provação recebe a túnica branca. Ainda, há, também, o cargo de Donzela ou Virgem, que possui a responsabilidade de ajudante da Magistra nas Iniciações e nos ritos sagrados. A Bruxa que estivesse no período de Sangue da Lua (menstruação) usava um Colar do Renascimento de coral vermelho (símbolo menstrual de fertilidade). As Bruxas ou Bardesas (isto é, as mulheres que tivesse apenas uma Iniciação), usava um Colar do Renascimento de cornalina (relacionado à purificação alquímica e ao Albedo); enquanto que, as Agirtas ou Pítias (quem tivesse duas Iniciações), um Colar do Renascimento de cornalina e âmbar (relacionado ao Citrinitas e à iluminação alquímica); e por fim, as Druidesas ou as sacerdotisas que possuíam os Três Graus Iniciáticos da Bruxaria, usavam um Colar do Renascimento de âmbar (relacionado ao Rubedo e à ascensão alquímica). Segundo a tradição da Bruxaria, cada Colar do Renascimento deve ter de quarenta a setenta contas; além de que, cada Bruxa ou Iniciado possui um Cíngulo (corda de seda na cintura) conforme o grau que já conquistou: vermelho para as Bruxas ou Bardos, verde para os Agirtas ou Vates e, também, azul ou roxo para os Druidas (quem possui as Três Iniciações da Bruxaria).


Além disso, um conventículo de Bruxas, também, está subdividido em Druidas, os quais se tratam das Bruxas que possuem os três Graus da Bruxaria e, portanto, após completar o período iniciático de vinte e dois anos, compõe o chamado 'Conselho de Anciãos', conhecido no Latim como 'Conciliábulo' e que, na antiguidade, era chamado de Sinédrio ou GerúsiaUma palavra utilizada equivocadamente, na atualidade, é o termo "Conciliábulo", que designa à um "Concelho Secreto" ou "Concelho da Bula" ("Bulla" ou "Boule" refere-se à um conselho magistrático íntimo dos reis), que é sinônimo de "Conciliábulo"; assim como, na língua inglesa, Ancião é traduzido pela palavra "Elder"; no grego, pelas palavras "Geronto"; e no latim, pela palavra "Veteris", às vezes também referido como "Grima"O Conciliábulo ou Conselho de Anciãos, na Bruxaria, trata-se de um concelho ou conselho hermético, formado por Druidas e presentes dentro de cada conventículo, cuja sua responsabilidade é supervisionar a ordem do conventículo e aconselhar os seus membros nos assuntos relativos às Leis da Bruxaria e aos decretos anunciados pelo Magus e pela Rainha das Bruxas; sendo que, o Conselho de Anciãos, é a segunda maior autoridade dentro de um conventículo, depois da Magistra (e em casos de Conventículos-matrizes, depois da Rainha das Bruxas, também), além de ser a única hierarquia conventicular que possui a incumbência de eleger o companheiro arquidruida da abadessa Rainha das Bruxas, o Magus ou Majestade, há uma vez por ano em que a eleição é feita. Nos tempos antigos, o sacrifício de animal (geralmente carneiro, bode ou boi) para o tradicional "Churrasco de Carneiro" do Banquete Simples e o expiatório "Sacrifício do Porco [ou Javali]" antes do Sabá natalino, no caso de Clãs que não eram vegetarianos, eram incumbências dos Anciãos ou Druidas tais funções.


Todos os membros do conventículo usavam (e ainda usam) um anel bruxesco, o "Anel da Arte" (com uma simbologia misteriosa) e, no pescoço, um cordão com a marca-de-bruxa ou pentagrama: tipicamente dourado aos homens e, prateado, às mulheres. Também, os Magisteres (alto-sacerdote e alta-sacerdotisa de um conventículo) e o Magus, a Rainha das Bruxas e todos aqueles que alcançaram o alto-sacerdócio ou magistério, fazem uso de um Anel específico, o chamado "Anel de Maestria" ou, mais conhecido popularmente, "Anel de Salomon" (com a Marca-de-Bruxa ou pentagrama circunscrito com quatro instrumentos ritualísticos, os mesmos representados na Cimaruta: 
Cálice ou Crescente, Estrela ou Rosa, Báculo ou Chave, e Athame ou Punhal). Na Bruxaria, há a tradição de que, a partir do "Rito de Sindicação ou Lustração" (vide: "Dies Lustricus"), as crianças devem usar amuletos de proteção, como uma lua crescente ou faceta estelar, a Lúnula ou "Bulla" da Roma Antiga, às vezes substituída pelo Medalhão de Cimaruta (que, na idade média, era comum nas Ilhas Britânicas a presença do velho costume de que os filhos deveriam usar amuletos contra os maus espíritos e os feitiços ou malfazejos de pessoas comuns ou de feiticeiros, os quais, às vezes movidos pela influência de demônios ou maus espíritos, podem colocar, consciente ou inconscientemente, mau-olhados ou arruinar a fertilidade ou o potencial criador das pessoas e crianças e dos animais e plantações). Também, há o uso do Chapéu-de-Bruxa (geralmente em cor vermelha e com faceta estelar aos homens e em azul com lua crescente às mulheres), principalmente antes dos rituais e nos ritos de Iniciação, que pode ser tanto na versão romana de Píleo ou Barrete Frígio (sem abas) quanto na versão grega de Pétaso (com abas e com o ápice aredondado) ou, ainda, na versão turco-merovíngia de Hennin (sem abas e com véu), que representa a libertação da opressão terrena ou imperialismo arcôntico (de que lutou Enoch/Hermes, Tubalcain e Sophia/Atena
/Iris para se libertar e, assim, relembrar de nossa origem estelar, como igualmente afirmavam as Bruxas e Iniciados do passado: "Embora somos filhos da terra, nossa raça vem das estrelas").


Outro costume comum, era o uso da máscara ritualística entre os cavalheiros ou, no caso das mulheres, de um manto sobre a cabeça, seja na forma de véu seja na forma de "palla" ou pálio bruxesco, enquanto símbolo de sua hierarquia em coloração vermelha (Druida) ou amarela (Agirta/Pítia ou Sibila) ou branca (Bruxa), tanto no conventículo quanto 
 no caso das mulheres  no dia-a-dia, bem como para encantamentos de invisibilidade ou durante o início dos ritos lunares de Masques ou Missas bruxescas, em simbologia à persona que, ao chegar ao submundo e no ápice do rito noturno, deve ser removida. Como abordado no início, o motivo pelo qual um conventículo de bruxas é formado por doze membros e um líder deriva da analogia de que cada membro do conventículo representa uma Divindade, uma Deidade menor ou um Anjo que, por sua vez, representam desdobramentos do universo; como, por exemplo, a Rainha das Bruxas é a representante da Deusa Estelar, o Magus ou Majestade representa o Deus Cornífero; a Magistra, sub-representante da Deusa; o Magister, o sub-representante do Deus; as Atalaias ou Quadrantes representam os Quatro Anjos ou Vigilantes das Torres de Observação no Círculo Mágico; o Neófito ou Conventicular ("Cowan", da Língua Inglesa) representa o Filho Divino; os quatro Sacerdotes de Encargo, como o Sacerdote Negro representa o Líder dos Vigilantes ou Arcanjo Hermes Trismegistos/Ahura-mazda, etc. Em resumo, quatro Sacerdotes de Encargo, e os quatro Senhores dos Quadrantes, a Magistra e Magister ou Alto-sacerdócio, a Donzela ou Virgem, o Conventicular ou Neófito e, por fim, o Menestrel ou Músico (que toca flauta), constituem os treze membros de um conventículo tradicional de Bruxas.



Um conventículo tem por filosofia: "Amor Perfeito e Confiança Perfeita". Esta Lei conventicular, trata-se de uma simbologia às palavras ditas pelo Filho Divino (Eros, o Lucifer) à uma mortal, Psique, depois de descobrir que fora traído. Uma traição na Bruxaria é uma das maiores falhas ou grave desrespeito, passível de punição mágica. As palavras proferidas por Eros são: "O Amor não sobrevive sem Confiança!", enfatizando a importância do amor e da lealdade dentro da Bruxaria. Porphirius, bruxo do Clã Platônico, ensinava aos seus Iniciados que a Confiança e o Amor perfeitos levam o sábio à Esperança e à Verdade (vide o tópico da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade"). O comando da Magistra acerca do conventículo ou da Rainha das Bruxas acerca do Clã trata-se de uma política bruxesca, tanto aristocrática quanto democrática, conforme o merecimento de poder, voltada ao implantamento do "Reinado dos Sábios", que constituí-se no quaternário de sabedoria, coragem, prática de justiça e prudência ou equilíbrio, isto é, a explanação do Quaternário Hermético, de Saber, Querer, Ousar e Calar, já ensinado desde a antiguidade nos Aedes (antigos templos do espaço territorial do Têmenos), da Bruxaria Clássica.

Um Concelho de Anciãos tinha o poder de eleger uma Magistra e, também, de destituí-la antes mesmo de seu mandato de sete anos. (Um iniciante, Conventicular/ "Cowan", não tem direito de votar, haja visto que não possui conhecimento ou autoridade conventicular necessária para decidir o magistério ou alto-sacerdócio de um conventículo). Uma Magistra estava submetida à um código de leis 
(vide o tópico da galeria: "As Ordenações da Bruxaria", pois, este trata-se da versão moderna das antigas Leis da Bruxaria) em que permitiam escolher seu próprio Magister e tomar todas as decisões sozinha, subordinada somente à autoridade suprema da Bruxaria: a Rainha das Bruxas. O Magister tem, tradicionalmente, o direito de um "Prima Nocte" (ou "Primae Noctis") com a nova Bruxa ou bruxo, na primeira noite após sua iniciação. 
Um conventículo tradicional de Bruxas trabalha a ritualística a partir de um roteiro fixo nas cerimonias solenes e formais, tal como com base em uma fórmula semelhante à que vemos a seguir:



1- Purificação Pessoal e Banição;
2- Apropriação do Local e Traçar o Círculo Mágico;
3- 
Chamar os Guardiães dos Quadrantes, para testemunhar o rito, e os do Zênite (a arcanja Sophia/Atena Moria/Iris, a Virgem das Oliveiras e Matrona das Bruxas ou Nutriz de Hermes, outrora encarnada como Maria Madalena, como Margherita de Cássia e como madre Teresa Sanchez), do Núcleo (o arcanjo hierofante Enoch/Hormazd/Hermes Trismegistos 
e seu representante neste mundo, o Arquiteto do Mundo ou Demiurgos Tubalcain/Hephaistos, o Antigo "Periclytus" da Bruxaria ou anjo Davul/Daeva-el) e do Nadir (a mãe terrena de Hermes conhecida como Naamah/Ninmah/Niamh/Hathor-Sekhmet a Aphrodite Pandemos/Melia/Halia/Maia, a "neta da matriarca Lilith"), para proteger o Portal da Lua (representado pelo terceiro pilar, o de Espinheiro, na Tríade das Fadas ou Três Moiras/Cárites);
4- Invocação Teúrgica da Deusa Estelar e do Deus Cornífero;
5- Apagamento das Luzes e Operação Mágica propiciatória (Dança, Cântico, Encantamento, Charme, Projeção, etc.);
6- Celebração do Grande Rito para conceber e receber o Filho Divino (Fascínio, Hieros-Gamos, Casamento Misterioso) e Elevação do Cone de Poder (a partir do Paládio ou "Hekataion", a Estaca Bifurcada que, representando o cordão umbilical do "Axis Mundi" ou Eixo do Mundo, está ligada ao Umbigo do Mundo ou "Omphalos", motivo pelo qual, em determinados ritos, é substituída pelo Caldeirão);
7- Agradecimentos e libações aos Deuses e aos Anjos e a realização do Simpósio ou Banquete Simples (de Bolos e Vinhos, com o típico Churrasco de Carneiro);
8- Desfazer Círculo Mágico e Aterramento e execução de um Conjunto de Rituais próprios à ocasião sabática ou à ocasião missal.

Todos as cerimonias ou ritos solenes, da Bruxaria, eram realizados ao ar-livre, preferencialmente em um bosque ou clareira, quando as condições atmosféricas permitiam. O Santuário ou Aedes, núcleo do Templo onde se forma o Círculo Mágico, era sem teto (e ainda o é), pois, as Leis da Bruxaria proibiam a adoração ou culto aos Deuses em locais que não fossem ao ar livre e, quando houvesse teto no Santuário do Templo, utilizava-se apenas para rituais específicos. Tradicionalmente, as pessoas na velha Bruxaria, tanto medieval quanto pré-medieval, eram Iniciadas (e, em alguns conventículos, ainda se mantêm esta tradição) aos sete anos de idade, onde passavam um ano como iniciante ou aprendiz e mais sete anos em cada um dos Três Graus Iniciáticos da Bruxaria, de modo que, depois de vinte e dois anos, isto é, quando a pessoa completava trinta anos de idade, terminavam os Graus de Iniciação (e, após sete anos em cada uma das três ordens clânico-conventiculares de Encargo Negro, Encargo Vermelho e Alto-sacerdócio ou Magistério, ganhava-se a Comenda ou Honorário de Sacerdócio após quarenta e três anos de escalada), da mesma forma que outros Clãs da Bruxaria Clássica (vide o tópico da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade"). 

Cada Clã no passado  portanto, também cada conventículo descendente  estava co-relacionado à um segredo da natureza, cada nome do Deus e da Deusa reverenciados por um Clã estava relacionado aos Mistérios que ele propôs a preservar, tal como os Cinco Clãs ou Cortes da Bruxaria Medieval Pentárquica, como o Cã do Veado nas Ilhas Britânicas (citado equivocadamente como "Roebuck" por Robert Cochrane), o Clã do Touro na Espanha, o Clã do Bode na Jerusalém arábica, o Clã do Carneiro na Romênia, e o Clã do Búfalo na Alemanha, que formavam a circunferência de um pentagrama geofísico ou pentágono que, ao longo do tempo, expandiram-se: inicialmente a partir das "Quinque Provinciae" dos "Vicarii" ou Cinco Províncias dos Vices ou Vigários, como "Dioecesis" ou Diocese de Novempópula, Diocese de Aquitânia, Diocese de Narbonense, Diocese de Gália Vienense e Diocese de Alpes-marítimos (vide a imagem dos Magus ou Majestades em "Assembleia dos Deuses", do Códice Vergilius Romanus), do imperador pagão e iniciado romano Flavius Claudius Iulianus ou "Divus Iulianus", que fora a configuração inicial com base na prestação de honrarias ao "Dibus" ou "Divus" ou Deva das Três Gálias, conjuntamente ao seu vizir profeta das amazonas/amazigues Ishaq-Ismail L'Atahiyya; depois evoluíram para os Ducados-troncos ou Jurisdições do Sacro Império Romano de Carlos Magno, na configuração medieval, composta pela Austrásia ou Frância, Nêustria,  Aquitânia, Itália e Burgúndia (e posteriormente reintegrada a Turíngia, terra franco-templária da Ordem Rosacruz); expandindo, numa terceira reconfiguração pró-medieval, para Ilhas Britânicas em Londres, Península Ibérica na Espanha, Arábia em Jerusalém salomônica, Península Balcânica na Romênia, e Países Nórdicos na Alemanha, cujo centro era a região do sul na Itália e da Grécia, onde nasceu Enoch, e a indicação ou Portal da Lua, assim como no Círculo Mágico da Bruxaria, era a região de Dresda à Berlim na Alemanha; que por fim, na quarta ou moderna reconfiguração, que foi na modernidade, havia-se expandido para Europa, América do Norte, América do Sul, África e Ásia, extinguindo-se definitivamente, há poucos anos atrás, no início dos anos dois mil. Os cristãos ignoram este fato oculto, porque realmente o objetivo deles sempre foi exterminar a Bruxaria mesmo antes da instalação da Inquisição, mas, as Bruxas e Iniciados e os ocultistas autênticos, possuem conhecimento apropriado de que isso não foge daquela verdade tão reverenciada no passado pelo segredo juramentado.

Por fim, os ritos eram (e ainda o são) tradicionalmente realizados com roupas e, em algumas cerimonias principais, em determinado momento do ritual são deixadas as roupas de lado (seguindo a encenação ritualística da lenda: a Descida da Deusa-Virgem ao Submundo), onde as Bruxas se despiam para praticar o Grande Rito, de Magia Sexual 
(que não deve ser confundida com libertinagem e suas inúmeras disfunções). Em outros ritos, a procedência ritualística não exigia nem exigem tirar a túnica ou despir a roupa em nenhum momento da cerimônia, diferentemente da moderna Tradição Gardneriana em que exige a nudez ritualística obrigatória em todos os ritos e cerimônias. É nesta obrigação da nudez ritualística que surgem atitudes corruptíveis à sexualidade, como o comportamento equivocado de algumas alto-sacerdotisas britânicas: bater nos sacerdotes que, quando em nudez ritualística, ficassem excitados no decorrer do rito; atitude esta que, além de ser uma postura patriarcalista e opressora, constitui uma verdadeira abominação à sexualidade, pois, comportamentos descabíveis, como estes que vemos entre as Tradições modernas (as quais, inegavelmente, foram fortemente influenciadas pela Igreja Católica Thelêmica do satanista e feiticeiro ou malfeitor Aleister Crowley em que Gerald Brosseau Gardner se deixou engolfar-se) podem provocar traumas psicológicos à sexualidade autêntica e pura em Magia Sexual. Também, deve-se considerar que, por outro lado, existem determinados atos sexuais ímpios e indignos de diminuído respeito e moralidade que, no decorrer dos ritos sagrados da Bruxaria, devem ser vedados, considerando que é dever das Bruxas e Iniciados ter consciência entre o que é adequado e digno versus o que é inadequado e imoral na convivência em Conventículo, como bem ensinam a hermética Lei de Justiça e as Leis da Bruxaria; isto é, a nudez ritualística deve ser utilizada apenas no momento apropriado do rito em que se dá o coito, como era o velho costume entre os Clãs da Bruxaria Medieval Pentárquica e da Bruxaria Clássica e que, por sua vez, constitui a forma mais adequada para operar o Mundo Inteligível através do Mundo Sensível e suas implicações na prática mágico-religiosa.



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Ao benemérito St. Prior J.'.E.'.C.'.S.'.
Pela divindade do Uno, do Deus e da Deusa,
Ao Filho Divino, Vida, Saúde, Força e União!

Três Vezes Abençoado.