sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

-A Bruxaria e o Glastonbury Tor


O Glastonbury Tor, ou Ilha de Avalon, com seus sete anéis espirais (que simbolizam os Sete Planos de Existência e que estão ligados ao Labirinto do Tauros de Minos), localizado na Inglaterra, Ilhas Britânicas, sede da "nova Troia" na antiguidade, conforme o encargo da Deusa Diana à Brutus de Troia, foi onde as Bruxas da Itália e das antigas Ilhas Gregas peregrinavam no passado, durante o Sabá do solstício de verão, até o alto da colina. O nome Ilha de Avalon advêm do galês "Ynys Afallon", a "Ilha das Macieiras" (da mesma forma que a floresta Broceliande  a qual situa-se próxima à Bretanha francesa e à Grã-Bretanha, após sair de Camelot e atravessar o Canal de Mancha  cujo significado é "terra dos salgueiros"; ou seja, tais locais geográficos dos contos de fadas e que foram alvo da instituição da "nova Troia" que as Bruxas almejavam) e, mais especificamente, o termo "Avalon" possui origem no Grego Antigo, "Avloniás", para referir-se às sacerdotisas de Linhagem Auloníade, do antigo Clã Batesiano/Órfico entre os povos celtas ou cimérios, que viviam em colinas de vegetação verde. 
Na antiguidade tardia, o geógrafo Pausanias conta que o Povo Hiperbóreo — que o gramático Antimachus, o filósofo Herakleides de Pontos e os historiadores Hecateus de Abdera, Lucius Mestrius Plutarchus e Strabōn identificaram como sendo os Celtas Druídicos das Ilhas Britânicas e/ou da Gália, que também eram conhecidos como "Cimérios" ("Kimmerioi"), visto que muitos Celtas se chamavam entre si de "Cimbri" e "Cymry" e habitavam uma região ao norte da Trácia referida pelos gregos como "Hiperbórea, anualmente (no Solstício de Verão, quando a Roda do Ano da Bruxaria celebrava o Deus Cornífero na face vernal de Apollon ou Belus), enviavam misteriosos presentes embalados em palha (através de uma procissão apolínea) até Dodona, um dos maiores centros da "Tribo de Danaans" ou "Tuatha-Dé-Danann" dos antigos Povos Pelasgos e que, depois, passava par tais presentes à Delfos (vide o tópico da galeria: "A Bruxaria e o Glastonbury Tor"); pois, a "Terra de Verão da Juventude Eterna" não se trata de mera lenda, mas, sim, de uma alusão ou simbologia mais profunda, visto que, em Delfos, encontrava-se o "Omphalos", o Umbigo do Mundo, também chamado de "Benben", a Pedra Negra ou "Petra Genetrix", que era a relíquia danaide ou pelásgica, isto é, o Caldeirão da Deusa ou Santo Graal; o que, em consequência, levava a peregrinações até a Ilha de Avalon ou Glastonbury Tor. 
No passado, as áreas envolta da Ilha de Avalon ou Glastonbury Tor eram pântanos, no entanto, deixaram de ser, com o passar do tempo. É importante observar que, em escavações arqueológicas, foram encontradas uma cruz grega, cerâmica romana e ânforas provenientes do Mediterrâneo, utilizadas para vinho ou óleo, decorrente de uma ocupação entre 300 a 200 anos a.e.c. e, em outro período, no século cinco ao século sete.


O século cinco ao sete foi a data que equivale ao tempo da corte de Camelot ou Camalet, inicialmente na "Camulodunum" (literalmente "a Fortaleza de Camulus/Kadmylos") no condado de Essex em "Londinium" ou Londres (em que governou o rei Gurthiern Powys ou Pengwern/Uther Pendragon e sua esposa, a bruxa Rowena/Arnive ou Igraine, cujos descendentes pré-arturianos desta "Matriarca da Nação Inglesa" de Dinastia Oiscinga criaram o "Witenagemot" ou Conselho Real de Sábios), depois, com a invasão germânica à estrutura física no início do governo de Aurelius Ambrosius/Arthur Emrys o Cristão, a corte foi trasferida para o Castelo de Cadbury, em Somerset (local que foram encontrados objetos, também, provenientes do Mediterrâneo), cujo conselheiro de Aurelius Ambrosius/Arthur Emrys era o mago Merlin de Broceliande; ao passo que Morgana a Bruxa ou a Fada (nome de origem greco-pérsica, assim como "Arthur"; pois, Morgana era reencarnação da faraó egípcia Cleopatra, a amante do bruxo e rei Caius Iulius Caesar), levou à Ilha de Avalon a Bruxaria através da tradição de sua mãe Rowena/Arnive. É interessante que a localidade de Glastonbury possui como brasão o Dragão vermelho, signo hermético e da Bruxaria (ao passo que os reis saxões, Hengist e Horsa, possuíam como crachá o dragão branco), e a própria Abadia de Glastonbury era constituída por sacerdotisas da Bruxaria, porém, fora extinta por Henry VIII Plantagenet (reencarnação de Simon Pedro, o fundador do Cristianismo em Roma), o instituidor da Igreja Anglicana que, desencadeando o fundamentalismo Cristão na Inglaterra, fora responsável por realizar assassinatos. Todavia, conta-se em escritos medievais ou pós-medievais que, com a descoberta dos restos mortais de Arthur, Guinevere e Modred, em 1978 realizou-se uma cerimônia de reenterro na presença do rei inglês Edward I (que era um Magister de um conventículo medieval de Bruxas) e sua dama na Abadia de Glastonbury. Entretanto, essa colina situa-se ao norte no Círculo Mágico da Bruxaria e também geograficamente falando, onde há a fonte extrafísica que distribui a corrente energética da Deusa (a serpente Agathe Tyche) na terra. Porém, além da fonte extrafísica, há uma fonte física, chamada de "O Bom Cálice" ou "Fonte Cálice" (vide: imagem abaixo), vista como a manifestação telúrica do próprio Santo Graal, a fonte do rejuvenescimento, tão citada pelas lendas pagãs medievais e, em especial, as lendas francesas, italianas e britânicas do rei Arthur e de Camelot. O símbolo do poço é o Vesica Piscis, também citado por Gerald Brosseau Gardner, trata-se de um símbolo antigo utilizado na geometria greco-egípcia da antiguidade, como entre os filósofos ou ocultistas da Biblioteca de Alexandria  o centro dos conhecimentos da Filosofia na antiguidade  e entre as Bruxas e Iniciados dos Clãs Platônico e Pitagórico, da Bruxaria Clássica (vide o tópico da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade").



Da mesma forma que a Estaca Bifurcada Maior, no centro do Círculo Mágico da Bruxaria no sentido norte-sul orientada, com a máscara da forma animal do Deus de Chifres, o espiritual Sol da Verdade o Deus Cornífero de Sirius, ganha seu ápice de alinhamento com a terra no período astronômico do natalino Sabá Hilária/Yule e, assim, realiza as Viagens Dionisíacas de Triênias. A Torre é realmente esplendida, embora atualmente seja dedicada pelo Cristianismo à são Miguel, continua com suas antigas recordações, incluindo o rei Aurelius Ambrosius/Arthur Emrys, a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda, linhagem real, Bruxas, Templários, Morgana, caça ao Santo Graal, etc. No entanto, são Patrick, que era contra a Abadia de Glastonbury e a Bruxaria, integrava conjuntamente aos seus monges a Igreja Católica Celta (ou Culdee) e, desta forma, ensinou uma oração chamada "Eu Me Levanto Hoje: o escudo de são Patrick", a qual expressa: 



"Eu me levanto hoje: Através de uma força poderosa, a invocação da Santíssima Trindade; Através da crença na trindade; Através da confissão da unicidade Do Criador da Criação. 
Eu me levanto hoje: Pela força do nascimento de Cristo com seu batismo; Pela força de sua crucificação com o seu enterro; Pela força da sua ressurreição com sua ascensão; Pela força de sua descida para o julgamento da Perdição. 
Eu me levanto hoje: Pela força do amor dos querubins; Em obediência dos anjos; No serviço de arcanjos; Na esperança de ressurreição para se reunir com recompensa; Em orações dos patriarcas; Em previsões dos profetas; Na pregação dos apóstolos; Na fé dos confessores; Na inocência das santas virgens; Em atos de homens justos. 
Eu me levanto hoje: Pela força do céu; Luz do sol; Radiância da lua; Esplendor do fogo; Velocidade do raio; Rapidez de vento; Profundidade do mar; Estabilidade da terra; Firmeza da rocha. 
Eu me levanto hoje: Através da força de Deus para mim pilotar; Poder de Deus para me defender; A sabedoria de Deus para me guiar; O olho de Deus para olhar antes de mim; Ouvido de Deus para me ouvir; A palavra de Deus para falar por mim; A mão de Deus para me proteger; O caminho de Deus para mentir diante de mim; Escudo de Deus para me proteger; O exército de Deus para me salvar; A partir de armadilhas de demônios; De tentações de vícios; De todos os que devem e que me deseje o mal; Afar e anear; Sozinho e em multidão. 
Eu convoco hoje: Todos esses poderes entre mim e esses males; Contra qualquer poder impiedoso cruel que se pode opor o meu corpo e alma; Contra encantamentos dos falsos profetas; Contra as leis negras do mundo pagão; Contra falsas leis dos hereges; Contra o ofício de idolatria; Contra encantos de bruxas, e alquimistas ou ferreiros, e dríades ou druidas; Contra todo o conhecimento que corrompe o corpo e a alma do homem.   

Cristo para me proteger hoje: Contra o veneno; Contra as queimadas; Contra o afogamento; Contra o ferimento; De modo que não venha a me abundância de recompensa. Eu convoco Cristo comigo, Cristo antes de mim, Cristo atrás de mim, Cristo em mim, Cristo abaixo de mim, Cristo acima de mim, Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda, Cristo quando me deito, Cristo quando me sento, Cristo quando me levanto, Cristo no coração de cada homem que pensa de mim, Cristo na boca de toda a gente que fala de mim, Cristo em todo olho que me vê, Cristo em todo ouvido que me ouve. Eu me levanto hoje: Através de uma força poderosa, a invocação da Santíssima Trindade; Através crença na trindade; Através da confissão da unicidade; Do Criador da Criação".

Não obstante, nota-se que são Patrick e os seus monges da Igreja Católica Celta eram  como a maioria dos teólogos, padres e sacerdotes Cristãos  anti-bruxescos e anti-pagãos em geral, além de discriminar as Bruxas como se estas fossem uma tropa de "feiticeiros" ou "malfeitores", como recriminaram. Embora a imaginação naturística de são Patrick tenha sido altamente desenvolvida, possui, por outro lado, uma grande influência do pensamento fundamentalista Cristão, de condenação às antigas religiões pagãs e de destruição de seus templos, para convertê-los em igrejas da nova religião (o Cristianismo) implantadas em terras pagãs. Tal objetivo dos teólogos, padres e sacerdotes Cristãos se concretizou, embora que sempre dentro do terreno das antigas religiões e, em muitos casos, plagiando as práticas mágico-religiosas antigas e readaptando-as ao serviço da Igreja Católica Celta ou Romana.




Dion Fortune, Bruxa e Teosofista, conta que havia uma antiga tradição mágico-religiosa pagã-gnóstica ininterrupta advinda do Antigo Egito e do Mediterrâneo até as Ilhas Britânicas, onde sua sede foi fixada em uma colina de Camelot/Camalet, em Somerset, conhecida como "Ilha de Avalonou Glastonbury Tor, com um Templo na região de Londres ou "Londinium" (também citado por Evan John Jones, em "Bruxaria, a Tradição Renovada") e uma região ligada à localidade de São Albano ou "Verolamium". Essa antiga tradição mágico-religiosa ininterrupta, de que fala Dion Fortune, foi praticada por Morgana e por Merlin  e a própria Dion Fortune, assim como também Evan John Jones, haviam recebido iniciação em uma de suas vidas passadas — no início da idade média, conhecida na Europa como Bruxaria ou Arte dos Sábios: "Há, sem dúvida, uma tradição ininterrupta do início na Europa, o que tem sido transmitida de Iniciados para neófitos, direto dos antigos Mistérios" (DION FORTUNE). 
Além disso, Dion Fortune afirma que, diferentemente de outros templos e lugares do mundo (tais como Egito, Grécia, Turquia e Roma), a energia natural de conexão com os Deuses e os Anjos e Inteligências na Ilha de Avalon ou Glastonbury Tor ainda pode ser desfrutada com grande eficácia, como centro medieval desta antiga tradição ininterrupta. Embora Dion Fortune, em sua atual vida, tenha sido ocultista de base religiosa Cristã (e da Sociedade Teosófica), suas recordações atávicas foram suficientemente fortes para chamar sua atenção à forma de magia e religiosidade ensinadas, nos tempos antigos, pela Bruxaria, quando a mesma havia fama e um grande número de sacerdotisas na velha Europa. 


É interessante lembrar que, na região de Londres, onde havia no passado um Templo de Bruxas, foi construído na idade média tardia "Templo Negro" dos Templários da Inglaterra, Templo Interior ("Inner Temple") e o Templo Médio ("Middle Temple") e sua Igreja do Templo ("Temple Church"). Outro fator curioso, é que a localidade de São Albano, que no passado constituía-se um dos pontos do trio britânico juntamente com a Ilha de Avalon e o Templo de Londres, trata-se do local no qual há, atualmente, um conventículo de Bruxas, de um Clã da velha Bruxaria, em que Lois Bourne fora Magistra até sua morte. Desta forma, vemos que o encargo da Deusa Diana à Brutus de Troia — o descendente troiano de Aeneas  para fundar uma "nova Troia" nas Ilhas Britânicas, com a queda de Troia/Atlântida, jamais foi em vão. Pois, apesar de que o centro da Bruxaria ou "Nova Troia" fora mudado das Ilhas Britânicas para o franco-alemão Sacro Império Romano durante a idade média, as Ilhas Britânicas fora uma das principais terras de refúgio para as Bruxas e Templários quando em perseguição medieval e moderna e, também, foi também por parte de pessoas que viveram nas lhas Britânicas (vide o tópico da galeria: "Ordem Rosacruz Irmandade de Crotona e seu Conventículo de Nova Floresta") que a Bruxaria veio à público, oficialmente, na contemporaneidade. Contudo, mesmo que a Ilha de Avalon tenha deixado de ser ilha, na atualidade o monte é utilizado, às vezes, para a realização de rituais da Bruxaria, no decorrer dos festivais da Roda do Ano. Assim, para muitos adeptos de religiões pagãs, como as Bruxas, este local continua sendo um dos montes sagrados especiais de conexão com o Outro Mundo e as Inteligências e de adoração aos Deuses antigos e reconexão com a ancestralidade Pelásgico-brigante.





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Ao benemérito St. Prior J.'.E.'.C.'.S.'.
Pela divindade do Uno, do Deus e da Deusa,
Ao Filho Divino, Vida, Saúde, Força e União!

Três Vezes Abençoado.