sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

-Os Principais Símbolos da Bruxaria

O Pentagrama: 


O pentagrama, denominado na linguagem bruxesca de "A Estrela de Afrodite" ou "A Marca da Bruxa" (ou ainda, em versões alternativas, "A Runa das Bruxas"), é um dos maiores símbolos da Bruxaria. Ele representa essencialmente, na Bruxaria, os "Cinco Pontos da Irmandade" ou "Cinco Pontos da Sociedade", associado aos velhos Cinco Clãs, aos Cinco Elementos da natureza (Ar, Terra, Fogo, Água e Éter ou Quintessência), aos Cinco Aspectos Animais do Deus Chifrudo das Bruxas (Veado, Touro, Bode, Carneiro e [...]) e aos Cinco Pontos de Poder (que não é o mesmo que os Oito Pontos de Poder) do corpo (Pés, Joelhos, Genitália, Peitos e Lábios/Boca).

Tradicionalmente, desde os velhos tempos, a Marca da Bruxa é um símbolo utilizado fisicamente no pescoço dos iniciados; forjado em prata para as Bruxas femininas, e em dourado para os Bruxos masculinos. Às vezes, usa-se metáforas para referir-se a Marca da Bruxa, como por exemplo "Pé-de-Galinha" ou "Pé-de-Ganso", devido a marca do pé de uma ave ser semelhante ao formato do símbolo e o fato dos mitos bruxais alegarem que a Primeira Bruxa [Naemah, a Afrodite!] transformava-se em ave [tradicionalmente, pomba ou pardal]. Outra metáfora, para a Marca da Bruxa, é o termo "Estrela do Mar" (do latim, "Stella Mari", um título da Deusa Isis), em função de ser excentricamente semelhante.


A Cruz da Serpente:



 O "Selo da Bruxaria", também denominado por "Cruz da Serpente" (ou do Dragão) ou "Selo de Tubalcain", é o selo mágico recebido por Tubalcain/Hefestos Triptolemus do Grande Deus Cornífero, no Monte Kabirion (Anatólia/Turquia), depois de ter se rebelado contra a crueldade do Império Hitita e Troia, onde foi preso e torturado e  então fugindo para uma montanha, onde iniciou a "Primeira Bruxa", sua esposa, Naemah/Afrodite. A Serpente, ou Dragão, subindo sobre a Cruz representa o Od - a "Serpente Solar" na linguagem bruxesca, o chamado "Daimon-Agathos" - a corrente energética do Deus, portanto masculina e de carga elétrica. 


Às vezes, a Cruz é simbolizada através de uma Espada Cerimonial, ou por um Caduceu de uma única Serpente e um par de Azas (do Arcanjo, Tubalcain) - formando o Dragão. Também, a Cruz da Serpente é simbolizada por meio das letras gregas, o Zeta (Serpente ou Dragão) acima do Tau (Cruz). Quando a Serpente ou Dragão aparece morto ou pregado na cruz, indica a fuga sofrida de Tubalcain do seu exílio da prisão (que, em sentido esotérico, significa também a fuga da matéria para o desenvolvimento do espírito). A cruz representa a Árvore da Lua (sistema pagão-"cabalístico" da Bruxaria), ou mesmo a Coluna Vertebral, composta por uma linha feminina-horizontal (o Graal) e uma linha masculina-vertical (o Obelisco), em sentido fálico como simbologia à fertilidade e fazendo alusão ao foco litúrgico-ritualístico da Religião das Bruxas.

A mensagem bruxesca, do "Selo da Bruxaria", trata-se de fazer a Serpente passar por todos os Centros de Poder do corpo humano, despertando o Desenvolvimento Espiritual e transformando os metais e as pedras brutas, tal como o chumbo, em Ouro ou Prata (e tornando-se pedra lapidada) para a Iluminação Espiritual. Esse processo de transformação espiritual, de relação íntima com os Deuses, somente é possível pela alquímica Pedra Filosofal (chamado, na linguagem bruxesca, por GraalCaldeira de Forja ou Caldeirão da Deusa) para a obtenção do Elixir da Longa Vida (a Poção Fálica do Deus Chifrudo, bruxescamente falando o Vinho de Dionisos), permitindo então a criação universal e sagrada do Filho Divino ou Criança Prometida ou Mágica, o "Deus-Menino Que É, Ao Mesmo Tempo, O Mais Velho Dos Grandes Deuses", o primeiro nascido, emanado pelo Uno ou Antiga Providência por meio da Grande Deusa e do Grande Deus. 



[Ver ao lado, na terceira foto, a antiga imagem de Mitras, esculpida com Serpente, Azas e Caduceu; que nos ensinamentos bruxescos é o mesmo que Eros Lucífero, Horus, Fanes Protogonos, Orion, Eri-Chthonios, Actaeon, Adonis, Attis, Endymion. Ou seja, são nomes - dentro de diferentes Clãs Clássicos da Bruxaria - para o Filho Divino, ou Deus Renascido. Tubalcain (Hefestos/Ptah), após fundar a Bruxaria, e Naemah (Afrodite/Hathor-Sekhmet) também criam o "Filho Divino" ou "Criança Mágica" (Nefertum), ao obterem os Segredos da Tecnologia dos Céus, na celebração da dança erótica da forja: Hieros-Gamos, o casamento sagrado.]



O Bastão de Asclépios, trata-se de uma variação da Cruz da Serpente. Ao invés da Cruz, utiliza-se de um bastão, bifurcado ou arredondado. Quando bifurcado, forma a letra grega, Ípsilon (uma simbologia do grande Deus Cornífero); no entanto, quando o Bastão é arredondado (geralmente com uma pedra preciosa redonda) forma a pedra lapidada, a chamada Pedra Filosofal (na linguagem bruxesca, o Graal ou o Ovo Cósmico), o útero sagrado. No Bastão de Asclépios, embora haja algumas variações quanto à Cruz-Bastão, a serpente é a mesma - o Od, a Serpente Solar, o Daimon-Agathos (como inferência ao Arcanjo Tubalcain/Hefestos e à construção da Grande Obra) - portanto, a simbologia-chave continua a mesma. 



O Caduceu de Hermes:



O "Caduceu de Hermes", ou "Caduceu de Ningishzida", é similar à Cruz da Serpente, a diferença é que este tem um significado mais amplo e complexo, que não está ligado somente à iniciação bruxesca, mas muito além. O Bastão e as Azas (do Arcanjo/Fênix Tubalcain) formam uma cruz. Há duas serpentes (Serpente Solar e Serpente Lunar), indicando o equilíbrio entre os pólos, Od e Ob, masculino e feminino, carga positiva e carga negativa, corrente energética elétrica e corrente magnética. O Bastão simboliza o Uno/Antiga Providência, o qual é a Fonte de Todas as Coisas, cuja carga é neutra, associado ao grande vácuo e ligado ao Grau Maior (denominado de "Terceiro Grau", na Bruxaria Moderna, e de "Primeiro Grau", na Bruxaria Medieval). 

Enquanto isso, o Ob ou Serpente Lunar simboliza a corrente energética - a Tyque-Agatha - da Deusa Tripla das Estrelas, e a Serpente Solar simboliza a corrente energética - o Daimon-Agathos - do Deus Cornífero Duplo e da Fertilidade. As Azas do Arcanjo, como parte do Bastão (e, consequentemente, do Uno/Antiga Providência), simboliza a promessa de Libertação de Espírito (obtida pela Iluminação) que está no Além: a conquista dos céus, a Ilha dos Bem-Aventurados ou os Campos Elísios (ou Sekhet Ialu/Sekhet Aaru), local análogo ao Paraíso Cristão.

O Labirinto do Tauros de Minos:

"Labirinto do Tauros de Minos" ou "Labirinto de Knossos", é um símbolo em forma espiral do Tauros ("Touro", em grego. Dionizius ou Zeus), que situa-se ao centro, e de Ariadne (ou "Erodia", a 'protetora dos caminhos') que conduz os guerreiros e aventureiros no caminho até o centro do Labirinto, através de um fio ou corda. Este símbolo está altamente ligado à iniciação e provas iniciáticas, e também ligado à grande teia do mundo, que interliga todas as coisas e provoca a mudança de consciência, correlacionando-se seus sete círculos concêntricos aos Sete Planos de Existência. 

A dança bruxesca, denominada "Cidade de Troia" ou "Jogo de Troia", é realizada de formato espiral e conduzida por um sacerdote mancando (em simbologia à Hefestos/Tubalcain). Esta dança, tradicionalmente, deve ser realizada em forma de Labirinto do Tauros de Minos ou dentro do Labirinto do Tauros de Minos.

O nome "Tauros" é um termo grego para 'Touro' - que é o mesmo ser do mito do Pilar dos Barqueiros (que é visto pelos estudiosos como sendo "de origem céltica", mesmo aparecendo Vulcanus, Jupiter, e outros Deuses gregos), o "Taruos Trigaranus" - o Touro Divino, regente da metade escura (às vezes, da metade clara) do ano solar. Era chamado de Achelous, o Velho Deus da Morte, o Homem Verde. Sua contraparte regente, é Theseus (conforme o Mito cretense, do Tauros de Minos) ou Esus (que não tem nada a ver com Jesus); também denominado de Heracles, o Deus Vencedor, regente da parte clara ou vernal (às vezes, da parte escura ou invernal) do ano. Tauros de Minos/"Taruos Trigaranus"/Achelous, trata-se de uma representação de Dionizius (Zeus Sabazius) ou Hades; enquanto Theseus"Esus"Heracles, uma representação de Apollo ou Chronos (Zeus Cronida).



O Símbolo do Infinito: [Em construção... Aguarde!]


O Triângulo:


A Triluna:


O Par de Cornos:


A Lua Crescente:


O Ovo:


A Bigorna, o Martelo e a Fundição:


O Símbolo da Forja:


A Crucificação do Deus Chifrudo:


Número Treze em Romano:


O Olho:


A Mão:


A Roda Sazonal:


O Cálice da Imortalidade:


O Símbolo de Hecate:


A Machadinha Dupla:


O Crânio com Tíbias Cruzadas:


A Pomba e a Serpente (ou 
Coruja e Dragão/Fênix):