sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

-Os Principais Símbolos da Bruxaria

O Pentagrama: 


O pentagrama, denominado na linguagem bruxesca de "O Pentalfa" ou "A Marca da Bruxa" (ou, em traduções alternativas, "A Runa das Bruxas"), também referido como "Selo de Salomon" (que não deve ser confundido com o "Selo de Davi" ou Hexagrama com caracteres Judaicos), é o antigo símbolo de Hermes Trismegistos (a Fênix ou Águia Bennu das bruxas e iniciados, bandeira do Sacro Império Romano), o filho-irmão de Tubalcain/Hephaistos e Fundador da Bruxaria, portanto, constitui um dos maiores símbolos da Bruxaria. Ele representa essencialmente, na Bruxaria, os "Cinco Pontos da Irmandade" ou "Cinco Pontos da Fraternidade", associado aos medievais Cinco Clãs da Bruxaria, aos Cinco Elementos da Natureza (Ar, Terra, Fogo, Água e Éter ou Quintessência), aos Cinco Animais de Maior Poder (Veado, Touro, Bode, Carneiro e Búfalo), aos Cinco Pontos de Poder (que não é o mesmo que os sete ou Oito Pomos ou Pontos de Poder) do corpo (Pés, Joelhos, Genitália, Peitos e Lábios), ao Beijo Quíntuplo (que também já era usado na velha Bruxaria), às Cinco Pétalas da Rosa (variação da Rosa dos Ventos), às Cinco Parúsias ou Faces do Deus Cornífero Dionysos/Osiris Bakha ou Apollon Paion/Pan (Nous, a razão; Ennoia, a mente; Phronesis, a inteligência; Enthymisis, o pensamento; e Logismos, a compreensão), e aos Cinco Dedos da chamada "Mão do Sábio", na prática de Magia Manual, mais conhecida como "Passe de Mágica" (cujo fluído pode ser tanto flamejante, isto é, que trabalha com a energia vital densa e magnética, mais conhecida como magia simpática ou naturística ou baixa magia, quanto por estalo ou pulso, o qual opera por meio da energia noética sobrenatural ou sutil e elétrica, também conhecida como alta magia). 

A Marca da Bruxa ou Pentagrama, quando estiver em posição apontando para cima, simboliza o domínio do Éter ou Quintessência sobre os Quatro Elementos da Natureza e que, por ser um aspecto da polaridade feminina e da Deusa Tripla, objetiva retornar à origem cósmica e divina e reencontrar o Deus Cornífero; ao passo que, quando a Marca da Bruxa estiver em posição apontando para baixo, simboliza o domínio dos Quatro Elementos da Natureza sobre o Éter ou Quintessência e que, por ser uma característica da polaridade masculina e do Deus de Duas Faces, visa a manifestação material ou condensação cósmica e reencontrar a Deusa Virgem Mãe, sendo — estes dois movimentos — ritmos alquímicos ligados, também, à Iniciação na Bruxaria: o Primeiro Grau e o Segundo Grau, chamados, na velha Bruxaria (inversamente aos nomes da Bruxaria Moderna), de "Terceiro Grau" e "Segundo Grau", motivo pelo qual a Marca da Bruxa ou Pentagrama é utilizada em cada um desses graus iniciáticos, cada qual com sua posição equivalente (em posição apontando para cima está ligada ao Primeiro Grau a ser conquistado; enquanto que, para baixo, ao Segundo Grau e, por fim, uma confluência entre ambas as posições no Terceiro Grau, o último a ser conquistado). Diferentemente do que afirmam os sofistas ou ocultistas charlatões, a Marca da Bruxa ou Pentagrama em posição apontando para baixo não tem nada a ver com satanismo ou diabolismo, visto que tal afirmação ignóbil não é verídica e que o próprio Satanismo tradicionalista não fazia uso de pentagrama algum.



Tradicionalmente, desde os velhos tempos, a Marca da Bruxa é um símbolo utilizado fisicamente no pescoço das Bruxas e Iniciados: forjado em prata para as Bruxas femininas, e em dourado para os Bruxos masculinos. Às vezes, usa-se metáforas para referir-se a Marca da Bruxa, como por exemplo "Pé-de-Galinha" ou "Pé-de-Ganso", devido a marca do pé de uma ave ser semelhante ao formato do símbolo. Outra metáfora, para a Marca da Bruxa, é o termo "Estrela do Mar" (do latim, "Stella Mari", um título da Deusa Isis), em função de ser excentricamente semelhante. A Marca da Bruxa foi documentada, na idade média, como "Pé dos Drudes" ("Drudenfuss"), a qual foi usada pelas Dríades ou "Drudes" ou Druidas  as Bruxas e Iniciados que já haviam conquistado o último Grau iniciático da Bruxaria — na Alemanha medieval, ao participarem de "Batalhas das Bruxas" (prática de expiação aos feiticeiros mantida, pelas Bruxas, em determinados tempos), às vezes também referida como "Símbolo Élfico" no folclore popular. Contudo, se regredirmos um pouco mais no passado, veremos que a Marca da Bruxa era um símbolo usado comumente entre as Bruxas e Iniciados do antigo Clã Pitagórico, da Bruxaria Clássica (vide o tópico da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade"), na Itália Antiga (vide a primeira imagem deste tópico).


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O Selo da Bruxaria ou Caduceu de Hermes:



"Kerykeion de Hermes" ou "Caduceu de Hermes", também chamado de Selo da Bruxaria ou Cruz da Serpente, trata-se do selo mágico recebido por Hormazd/Hermes Trismegistos/Enoch do Monte Hermon do grandioso Deus Cornífero no Monte Olimpos da Tessália. As duas Serpentes subindo sobre a Cruz representam o Od ou "Agathos Daemon", também chamada de "Serpente Solar" na linguagem bruxesca, e o Ob ou "Agathe Tyche", a "Serpente Lunar"; ou seja, a corrente energética do Deus Cornífero do Sol (Apollon Karneios/Helios), portanto masculina e de carga elétrica, e a corrente energética da Deusa Estelar (Diana/Artemis), feminina e de carga magnética. A presença de ambas as Serpentes indicam o equilíbrio entre os pólos Od e Ob, masculino e feminino, entre cargas elétrica e magnética. O Bastão simboliza o Uno/Antiga Providência, o qual é a Fonte de Todas as Coisas e Divindade Suprema, cuja carga é neutra, associado ao grande vácuo e ligado ao Grau Maior (denominado de "Terceiro Grau", na Bruxaria Moderna, e de "Primeiro Grau", na Bruxaria Medieval Pentárquica). As Azas do Arcanjo (Hermes Trismegistos), como parte do Bastão (e, consequentemente, do Uno/Antiga Providência), simboliza a promessa de Libertação de Espírito (obtida pela Iluminação) que está no Além: a conquista dos céus, a Ilha dos Bem-Aventurados ou os Campos Elísios (ou Sekhet Ialu/Sekhet Aaru), local análogo ao Paraíso Cristão. O Bastão e as Azas formam uma cruz, a Cruz do Arcanjo (O termo "Anjo" tem origem nas antigas religiões pagãs, não no Cristianismo, e autores clássicos como Homero, Herodotos, Xenofonte e, principalmente, Platon abordaram a palavra "anjo" em suas obras, assim como havia uso comum na Bruxaria do passado). 

Tal Selo pode ser gravado, entre os Anjos no momento de Iniciação, com apenas a serpente que lhe equivale segundo o gênero da Bruxa ou Iniciado: ou seja, com apenas o Od ou apenas o Ob, o que, consequentemente, esta simbologia era representada por meio das letras gregas Zeta (Serpente Solar ou Lunar) acima do Tau (Cruz/Caduceu com Azas). A cruz representa a Árvore da Lua (sistema pagão-"cabalístico" da Bruxaria, ou seja, a "Filosofia" e sua Linguagem Prateada), ou mesmo a Coluna Vertebral, composta por uma linha feminina-horizontal (o Graal ou Panaceia) e uma linha masculina-vertical (o Obelisco), em sentido fálico como simbologia à fertilidade e fazendo alusão ao foco litúrgico-ritualístico da Religião das Bruxas. Sobretudo, a Cruz da Serpente é símbolo de Hermes Trismegistos, ao passo que a Auréola da Ascensão ou Coroa de Rosas, obtida com a subida da serpente, constitui a simbologia-alvo a ser alcançada (daí a pagã expressão "Rosa-cruz" como metáfora à autêntica Filosofia, isto é, o florescimento serpentino das potencialidades da cruz ou coluna vertebral, como expressa o Selo da Bruxaria na versão do antigo Clã Telquino e sua Liga da Corte Sagrada, sigilo que sobreviveu na Ordem Rosacruz original) que, originalmente possuía a coroa circunscrita de oito chispas sazonais, formando a Cruz Celta ou a Cruz Ansata Copta (vide a imagem abaixo). 


A mensagem bruxesca, do Selo da Bruxaria, trata-se de fazer a Serpente de Fogo passar por todos os Centros de Poder do corpo humano, despertando o Desenvolvimento Mágico-espiritual e transformando os metais e as pedras brutas, tal como o chumbo, em Ouro ou Prata (e tornando-se pedra lapidada) para a Iluminação Espiritual, isto é, a mensagem do Selo da Bruxaria é, em resumo, desenvolver a Angelitude (nosso próximo estágio evolutivo, depois de hominal) e, particularmente, a Bruxaria visa exatamente isso: transformar a condição de humano ou mortal, entre os seres, para Bruxas e Iniciados, ou seja, recuperar a imortalidade ontológica. Mas, para isso, é preciso escalar um processo de transformação espiritual, através da relação íntima com os Deuses, somente possível pela alquímica Pedra Filosofal (também chamado por Graal ou Caldeirão da Deusa), para obter o Elixir da Longa Vida (a Poção Fálica do Deus Cornífero, o [branco] Vinho de Dionisos), permitindo, então, a criação universal e sagrada da Criança Mágica, também chamada de Filho Divino ou Grande Herói, o "Deus-Menino Que É, Ao Mesmo Tempo, O Mais Velho Dos Grandes Deuses", o primeiro nascido, emanado pelo Uno ou Antiga Providência por meio da Grande Deusa e do Grande Deus. Além disso, o Selo da Bruxaria ou Caduceu de Hermes ou Tau-zeta está para as Bruxas dá mesma forma que o Ichthýs Cristão ou Símbolo de Jesus Cristo ou Selo do Peixe está para os Cristãos, isto é, tais símbolos constituem a boa nova ou boa anunciação de cada um dos heróis ou santos que trouxeram o advento de uma era e que, portanto, foram fundadores de caminhos espirituais e religiões, apesar de que tanto a Bruxaria quanto o Cristianismo possuam seu "símbolo principal" ou "símbolo oficial" (o Pentagrama para as Bruxas e o Crucifixo para os Cristãos) que representam o caminho espiritual e religião a ser trilhada pelos seus adeptos.

[Ver ao lado, na quarta imagem, a antiga escultura de Phanos/Phanes/Eros, esculpida com Serpente, Azas e Caduceu; que nos ensinamentos bruxescos é uma das quatro esferas do Filho Divino, conjuntamente à Horus/Harpocrates, Lucifer/Mitras e Actaeon/Adonis/Attis. O demiurgos Tubalcain (Hephaistos/Ptah), após arquitetar ou criar o mundo, também tentou gerar o "Filho Divino" ou "Criança Mágica" conhecida como Eri-chthonius ou Hermes Chthonius, a partir do ventre de Sophia/Metis/Hestia/Atena]. .Abu-Al-Haul .


[Nessas duas imagens nas laterais, são representações de Hermes Trismegistos, o filho-irmão terreno do arquiteto do mundo ou demiurgos Tubalcain/Hephaistos, o qual, em período antes de Hermes Trismegistos, encarnara na Terra para trazer o Advento da Era de Leão, todavia, com a degeneração causada aos espíritos atlantes ou titãs, houve o início da criação da humanidade ou estado de mortal que, em consequência, ocasionou o dilúvio ou afundamento na Atlântida. Porém, com o início do plano demiúrgico representado pela egípcia Esfinge Abu-Al-Haul, na metade da Era de Leão a própria Constelação de Leão se alinhou simetricamente à Esfinge de Gizé, em 10.500 antes da era cristã: neste momento, encarnou Enoch/Hormazd/Hermes Trismegistos, o "Rei Sábio" que, sob os desígnios dos Deuses, realizou pela autoridade do Altíssimo o julgamento dos atlantes caídos ou titãs e deixou, como legado, sua Régia Fundação: a Bruxaria ou Arte dos Sábios, os Divinos Mistérios da antiguidade; como bem representada a imagem esquerda com o mundo aos pés de Hermes, a serpente de fogo ascensionada ao redor de Trismegistos, com as asas de Arcanjo que é, a face leonina do Sol da Verdade que apavora os mortais e o cetro místico de Diáctoro ou Advogado, ao passo que, a imagem direita, apresenta também o Selo da Bruxaria ou Caduceu de Hermes, um Galo ou Fênix, signo de Hermes, e uma Pinha que contrastam os símbolos demiúrgicos de Tubalcain, como a mareta e a alicate (as imagens foram encontradas na Itália, sendo dedicação de uma Bruxa ou Iniciado do passado).].




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O Bastão de Asclepios, trata-se de uma variação do Caduceu de Hermes. Ao invés da Cruz, utiliza-se de um bastão, bifurcado ou arredondado. Quando bifurcado, forma a letra grega, Ípsilon (uma simbologia do grande Deus Cornífero); no entanto, quando o Bastão é arredondado (geralmente com uma pedra preciosa redonda) forma a pedra lapidada, a chamada Pedra Filosofal (ou Graal ou Ovo Cósmico), o útero sagrado. No Bastão de Asclépios, embora haja algumas variações quanto à Cruz-Bastão, a representação é a do Selo da Bruxaria com apenas uma serpente, portanto, a simbologia-chave continua a mesma. Asclepios era um Iniciado ou Bruxo egípcio do Clã Amonita e profundo devoto de Hermes Trismegistos/Thoth e seu sacerdócio era dedicado ao Deus Cornífero do Sol, onde se especializou no ofício de cura e em ressuscitar os mortos. As honrarias à Asclepios, na antiguidade, era comum do Egito até o País de Gales, e as Bruxas honravam-o como um ser poderoso de cura, referindo-o pelo título honorífico de "o Oitavo Vigilante".

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O Labirinto do Tauros de Minos:

"Labirinto do Tauros de Minos" ou "Labirinto de Knossos", é um símbolo em forma espiral do Tauros ("Touro", em grego), que situa-se ao centro, e de Ariadne ou Demeter-Europa/Euryphaessa que conduz os guerreiros e aventureiros no caminho até o centro do Labirinto, através de um fio ou corda. Este símbolo está altamente ligado à iniciação e provas iniciáticas, e também ligado à grande teia do mundo, que interliga todas as coisas e provoca a mudança de consciência, correlacionando-se seus sete círculos concêntricos aos Sete Planos de Existência. A dança bruxesca espiral, denominada "Cidade de Troia" ou "Jogo de Troia" ou simplesmente "Géranos", associada ao movimento pitagórico de criação da vida expressado por meio do "Número Dourado" ou "Pi", é realizada de formato espiral. Esta dança, tradicionalmente, deve ser realizada em forma de Labirinto do Tauros de Minos ou dentro do Labirinto do Tauros de Minos, onde busca imitar os guerreiros em Troia/Império Hitita.

O nome "Tauros" é um termo grego para 'Touro'  que é o mesmo ser do mito do Pilar dos Barqueiros (que é visto pelos estudiosos como sendo "de origem céltica", mesmo aparecendo Vulcanus, Jupiter, e outros Deuses gregos), o "Taruos Trigaranus", também traduzido do Latim como "Tarvos", pois as letras "u" e "v" não possuem distinção gráfica  o Touro Divino, regente do inverno ou metade escura (às vezes, da metade clara) do ano solar. Também, era chamado por Akhelous, um herói que representava o Deus Aidoneus/Dionysos e, concomitantemente, um herói da "era velha". Sua contraparte regente, é Theseus (conforme o Mito cretense, do Tauros de Minos) ou Esus ou Hesus (do Pilar dos Barqueiros), às vezes, também denominado de Heracles, o herói da "era nova", associado a parte clara ou vernal (às vezes, da parte escura ou invernal) do ano. O autor da antiguidade Caius Plinius Secundus, diz que havia, também, um Labirinto do Tauros em Knossos ou Creta, outro em Lemnos entre os habitantes pré-helênicos, outro em Crocodilópolis ou Faiyum no Egito e outro, ainda, na Itália.


A palavra adjetivo de Taruos"[Tri]GARANUS", possui origem em "Géranos", o nome grego para denotar as (três) "guindastes" ou "garças" que, também, é uma denominação dada para a própria dança espiral realizada no Labirinto, já que, dançando em séquito à Sophia/Atena, as Bruxas realizam o movimento das guindastes ou garças para se alimentar da serpente solar ou lunar, ícones representativos do Selo da Bruxaria ou Selo de Hermes Trismegistos. As três Guindastes ou Garças estão, mitologicamente, associadas à dança espiral; pois, estas representam a juventude eterna, a felicidade e a celebração da vida, e estão intimamente relacionadas às Três Irmãs em que a Deusa Sophia/Atena/Metis deu a Cesta da Criança Erichthonius/Hermes Chthonius para cuidá-la, com o nascimento de Erichthonius/Hermes por meio da procriação do Demiurgos ou Arquiteto do Mundo (Tubalcain/Hephaistos), cujos os nomes destas Três Irmãs eram Aglauros, Pandrosos e Herse (a qual, esta última, fora citada pela Inquisição no relato de um encantamento escocês atribuído às Bruxas). O chamado Tauros de Minos ou "Taruos Trigaranus", também conhecido como Achelous, trata-se da faceta do Deus Sabazius/Zeus Keraunos que, ao tomar forma de Touro de Creta Poseidon/Okeanos, desceu à terra e atravessou o Mar, com as quatro cores do processo alquímico, para salvar a Deusa Demeter/Ariadna a Abundia/Richella ou Euryphaessa/Europa (que deu nome ao continente europeu ou à terra como um todo, enquanto analogia à Alma do Mundo, que deu vida à todos os seres e os trás à existência no mundo inferior para, como os argonautas, atravessar o mar em busca do Velocino Dourado do Elmo Cornígero), em que a Deusa conduzia os desafiantes à Iniciação através de uma corda ou fio, o "Fio de Ariadna", que guiava os Iniciantes pelos labirintos até o Touro de Creta a serem escalados os Mistérios do Deus para ser merecedor do Tesouro dos Tesouros, mitologia também presente no antigo "Templo de Salomon" (isto é, a forma real dos antigos Templos egípcios) em que fora instruído por Oraham/Abraham (o rei e bruxo caldaico de Urim que recebera o título de "Deva" pelo próprio Bacis Lucífero do Mundo ou Paráclito da Bruxaria)

Desta forma, os mitos antigos contam que, quando o Deus Apollon Karneios/Helios/Paion descia à terra hiperbórea ou mundo inferior no inverno, o Deus Dionysos/Osiris 
 sua contraparte no mundo sensorial  recebia culto; assim como os mitos antigos contam, também, que a Deusa Demeter/Ariadna ou Abundia, no outono, desce ao Mundo Inferior à procura de sua "filha", no sentido de "adoradores" ou "iniciados" para resgatá-los (ou seja, no período em que se aproxima o inverno, a Deusa desce ao mundo inferior como Demeter/Abundia e, em consequência, a Terra Sombria ou Humanidade é assolada por uma praga).
 No entanto, no caso do Tauros/Taruos, era representado, nos ritos, como um touro selvagem ou um homem mascarado de touro, que ficava ao centro do labirinto, de modo que, em provação iniciática, um homem combatente  caracterizado por Theseus/Hesus/Esus  para ser capacitado, deveria percorrer o Labirinto até o centro e vencer o Tauros/Taruos (recebendo, assim, as honrarias e o reconhecimento). Esse rito possui, além do desafio de bravura, uma condensação do conhecimento antigo. A simbologia ao herói Theseus/Esus, deve-se ao fato de que fora um dos primeiros que desafiou o Labirinto e que conseguiu vencer os perigos e provações, para chegar até o núcleo do Touro de Creta e ser digno de receber os Mistérios do Deus (pois, o Labirinto, em si, possui o mesmo significado das provações iniciáticas da Bruxaria ou Divinos Mistérios nos Templos egípcios ou Pirâmides que, no tempo tardio da Roma Antiga, tal forma de provação iniciática passou a ser utilizada nas arenas e circos em que os Gladiadores, não mais foram desafiados mágico-espiritualmente, exibiam-se tão-somente física e mundanamente para fins egoístas e na promoção de assssinatos, enquanto o povo da alta-sociedade divertia-se rindo como se houvesse algum tipo de graça nisso, o que, por si só, constitui uma distorção do antigo conhecimento mal-utilizado entre os bárbaros ignaros e os romanos da alta-sociedade plutocrática corrupta). 



Desta forma, em um rito do Sabá de final da primavera em que rememora o nascimento de Enoch/Hermes Trismegistos, o Labirinto foi representado no Círculo Mágico, onde neste rito, ao invés de colocar a Estaca Bifurcada Maior ou o Caldeirão ou a Fogueira, o Magister fora caracterizado como Tauros/Taruos e ficou ao centro do Templo, no Tesouro dos Tesouros. Enquanto isso, a dança "Jogo de Troia" ou "Cidade de Troia" foi dançada pelas Bruxas e Iniciados conforme o delineamento espiral do Labirinto e seguindo uma dama sacerdotisa, geralmente a Magistra (em simbologia à Sophia/Metis/Atena [que encarnara como Virgem Maria, chamada na língua meda ou pérsica dos Reis Magos de Eredat-fedhri distorcido linguisticamente como "Aradia" e traduzido no italiano como "Bela Peregrina" e que, na Itália medieval, encarnara novamente como Chiara Scifi Offreduccio, a santa bruxa], em alusão mitológica ao período pré-atlante que antecedeu o nascimento terreno de seu filho Enoch/Hermes Trismegistos, o filho-irmão de Tubalcain/Hephaistos e Fundador da Bruxaria). Além disso, as Três Garças, simbologia das Três Irmãs Aglauros, Pandrosos e Herse em que receberam ordem de Sophia/Metis/Atena para cuidar da criança Hermes Trismegistos, constituiu, neste rito, a autoridade da Magistra e suas duas assistentes Donzela e Anciã do conventículo; ao passo que um futuro Magister/alto-sacerdote de um novo conventículo, para provar sua nova incumbência a ser recebida, representou Theseus/Esus (como aquele que é desafiado com as novas provações iniciáticas e cujo conhecimento deve alcançar a posição do Magister e, não obstante, ser merecedor do exercício de Magistério/Maestria ou Alto-sacerdócio aos Mistérios do Deus). Os demais membros do conventículo, neste rito, foram representados como batalhadores ou combatentes acompanhados dos Tirsos ou Báculos (composto de um Caule de Funcho Gigante e uma Pinha na ponta e enfeites de Folhas de Videira e, às vezes, uma Coroa de Hera), os quais seguiam os passos do sacerdote (em alusão ao herói Theseus/Esus que aniquilou os filhos assassinos mancadores do demiurgos Tubalcain/Hephaistos, como Periphetes Corynetes), dançando e saltitando, numa imitação de Magia Simpática para trazer fertilidade e bons auspícios. 


Na idade média, como os "Padres" da Igreja Católica cediam, às vezes, as Igrejas ou o terreno das Igrejas para a realização dos rituais das Bruxas — haja visto que as Igrejas medievais eram usadas, no sentido grego original, como "assembleias do povo" ou "comícios" que, enquanto ponto de encontro social, realizava-se acordos políticos e comemorações populares —, como foi o caso nas francesas Catedral de Notre-Dame de Chartres ("Cathédrale Notre-Dame de Chartres"), Catedral Basílica de Notre-Dame de Amiens ("Basilique Cathédrale Notre-Dame d'Amiens"), Basílica de São Quintinus ("Basilique de Saint-Quentin"e Catedral de Notre-Dame de Reims ("Cathédrale Notre-Dame de Reims"), na italiana Catedral de Lucca de São Martino ("Duomo di Lucca di San Martino") e na alemã Igreja da Santa Cruz ("Heilig-Kreuz Kirche"), foram gravadas réplicas do Labirinto do Tauros (como se vê na imagem acima à direita) e, em vários países ocidentais, como Inglaterra (em Asa de Rutland, em Hilton de Cambridgeshire, em Alkborough, em Saffron Walden, em Ilhas da Scilly, em North Yorkshire), Grécia (em Pylos), Alemanha (em Bad Schönborn), Escandinávia, Suécia (em Blockula), Itália (na Bréscia), Portugal (em Conímbriga) e Espanha (na Galicia), existem outras réplicas do Labirinto do Tauros encontradas pela arqueologia, principalmente em monumentos antigos ou praças eclesiásticas históricas. 



O Símbolo do Infinito: [Em construção... Aguarde!]


O Triângulo:


A Triluna:


O Tríscele:


O Par de Cornos:


A Lua Crescente:


O Ovo:


O Sacrifício do Deus Cornífero:


Número Treze em Romano:


O Hexagrama:


O Olho:


A Mão-do-Sábio:


A Cruz Templária Antiga ou Carolíngia:


O Caldeirão e o Graal ou Cálice da Imortalidade:


O Crânio com Tíbias Cruzadas:


A Pomba ou Coruja e a Serpente
:


A Fênix ou Águia:



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Ao benemérito St. Prior J.'.E.'.C.'.S.'.
Pela divindade do Uno, do Deus e da Deusa,
Vida, Saúde, Força e União!


Três Vezes Abençoado.