sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

-Lenda Tirolesa de Treze Tílias

{Descrição feita por L.R.M. de uma lenda tirolesa, contada por G., da cidade brasileira Treze Tílias, colonizada por descendentes europeus da região do Tirol, como austríacos, alemães e italianos}.


"Reza a lenda que em 1933, na Áustria, alguns agricultores ficaram sem terra para plantar e por isto sonhavam em se mudar para outro país. Naquela mesma região havia uma garota chamada Hildegard que vivia escutando da sua mãe:

– Nunca vá para a floresta vermelha, pois lá tem fantasmas e mulheres enterradas em árvores.

Porém, isto sempre aguçava a curiosidade da garota. Um certo dia, sua mãe saiu da aldeia, em direção à cidade, e avisou à menina:

– Irei até o centro com o objetivo de ver a nossa mudança para outro país. Portanto, fique em casa, comporte-se e não vá para a floresta vermelha.

Alguns minutos após a saída de sua mãe, Hidegard tomou coragem e foi até ao bosque proibido. Lá ela perdeu-se entre um circulo de tílias e passou a escutar vozes femininas que diziam: 

– Socorro! 
– Tire-nos daqui! 
– Leve-nos para outro lugar!

Deste jeito, a garota perguntou em voz alta: 

– Quem são vocês?

De repente, espíritos em formatos femininos saíram de treze árvores e a mais velha disse:

– Na Idade Média, nós éramos lindas ciganas, mas fomos acusadas injustamente de bruxaria. Por isto, nos mataram e colocaram nossos corpos dentro destas árvores. Porém, há um jeito do nosso espírito se libertar, para isto você precisa pegar treze mudas de tílias e plantá-las em outro país, enquanto recita o poema Die Dreizehnlinden do escritor Wilhelm Weber, que acreditava em nossa lenda.

Desta maneira esta criança pegou as mudas das plantas e voltou para casa. Quando sua mãe chegou, disse a seguinte novidade:

– Hildegard, arrume as suas malas. Pois, iremos para o Brasil.

Assim, as duas junto com um grupo de agricultores austríacos, foram para o novo país e receberam terras no oeste do estado de Santa Catarina. Quando chegou ao novo solo, Hildegard logo plantou as mudas de treze tílias. Naquele mesmo instante, apareceram os espíritos das treze ciganas que falaram:

– Estamos livres e agradecemos pelas suas atitudes. Por isto, somos suas servas, agora.

A partir daquele dia, as almas destas mulheres passaram a ajudar Hildegard em tudo: na lavoura e no serviço de casa. O problema é que algumas pessoas passaram a ver os fantasmas delas e o casarão da garota, que era todo pintado de cor de rosa, passou a ter fama de mal-assombrado. Por isto, até hoje esta residência está de pé e é conhecida como a casa cor de rosa do centro de Treze Tílias. Dizem que para ver as ciganas, basta deixar treze maçãs na porta do casarão, numa sexta-feira, de Lua cheia. Reza a lenda que esta cidade foi batizada de Treze Tílias porque o ministro da agricultura da Áustria, chamado Andreas Thaler, era fã do poema Treze Tílias do escritor Weber, que acreditava no causo das treze ciganas enterradas dentro da árvore, durante a Idade Média e fez a obra inspirado tanto nelas quanto nestas árvores
".




(Esta é réplica da lenda de colonização da cidade de Treze Tílias, com base no livro Treze Tílias ou "Dreizehnlinden", do médico e político alemão Friedrich Wilhelm Weber, publicado em 1878, em que trata do respeito mútuo e da tolerância religiosa entre o Cristianismo e as antigas religiões pagãs no Tirol, bem como a Bruxaria. O dito "casarão" de que fala a lenda trata-se da construção que é conhecida como "Castelinho", onde morou Andreas Thaler, o fundador da cidade e cujo local atualmente funciona um museu municipal. Também, deve-se lembrar que a região do Tirol, na antiguidade, compunha a região da Récia ou "Rhaetia" em que seus habitantes, da mesma forma que os antigos vênetos, constituíam uma subdivisão tribal dos antigos povos Síntios, que em ambos os povos haviam adeptos da Bruxaria, e o Tirol, sobretudo, tanto na idade média quanto na modernidade, era parte do Sacro Império Romano, cuja sua origem adveio do bruxo e rei Carlos Magno [reencarnação de Salomon o Azazel/Azizos, Iniciado dos Clãs Adonista e Amonita e que recebia honrarias entre os povos hebreus; 
de Alexandre III o Magno, Iniciado do Clã Amonita; de Caius Iulius Caesar, Iniciado do Clã Lupercal; e de Flavius Claudius Iulianus, Iniciado dos Clãs Eleusino e Platônico e que instituiu a Bruxaria Medieval Pentárquica; que reencarnaria, depois, como São Louis o Magnus Lyon Christianissimus, Iniciado da Bruxaria Medieval Pentárquica e aliado da Ordem do Templo; e como Napoléon Bonaparte, co-instituidor da co-Maçônica Bruxaria de Mênfis-Misraim
, formalizador de base da neotemplária Ordem Militar Suprema do Templo de Jerusalém e que aboliu a Inquisição Espanhola] e da descendência bruxesca, por meio dos reis merovíngios, até Mariamne ou Maria Madalena [vide o Clã Mitraico no tópico da galeria: "Os Clãs da Bruxaria na Antiguidade"]. A palavra "Tília" refere-se à árvore tília, que etimologicamente descende do grego "Ptalea", termo que está associado à insetos ou criaturas voadoras, e cuja planta era vista pelos tiroleses medievais, como alemães, italianos e austríacos, como possuindo virtudes mágico-simpáticas e medicinais, pois, as flores de tília possuem propriedades herbológicas para cura de constipações, tosse, febre, infecções, inflamações, pressão alta, dor de cabeça, perturbações do trato respiratório, gripe, distúrbios do fígado e da vesícula biliar e celulite e, queimando-a, pode-se tratar desordens intestinais, edemas e úlceras de perna, além de atuar como diurético, antiespasmódico e sedativo).




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Ao benemérito St. Prior J.'.E.'.C.'.S.'.
Pela divindade do Uno, do Deus e da Deusa,
Ao Filho Divino, Vida, Saúde, Força e União!


Três Vezes Abençoado.