sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

-O Rito Bruxesco "Puxar para Baixo a Lua (e o Sol)"

O ritual do Puxar para Baixo a Lua ou "Drawing Down the Moon" [em inglês], é feito do seguinte jeito: primeiro você usa o Triangle of Manifestation [Triângulo de Manifestação] para concentrar a energia da Lua, do mesmo modo que uma lente concentra os raios d Sirius ou nos chifres do Deus. Depois, você usa as posturas do Rite of Union [Rito de União] para conduzir a energia da Lua através dos chackras [Centros de Poder] e, em seguida, vibra o nome secreto da Deusa (que vai continuar secreto). Você sentirá sua coluna vertebral tornar-se um tronco oco, que a luz da Lua preenche como se fosse glacê. Todo o seu corpo é preenchido com uma chama azul-prateada, que não queima, enquanto seu corpo se "desfaz" em uma nuvem. Como você só vai conseguir fazer isso se tiver os três graus, usa-se o ritual quebra-galho, que não é tão arriscado para os iniciantes, que consiste em beber água energizada pela luz da Lua. Apenas evite cobrir a água com filme plástico, porque o plástico é isolante de energia mágica (como também é a seda). Se cobrir com plástico, você não vai receber nem um raiozinho de poder da Lua. O Puxar para Baixo o Deus é feito do mesmo jeito, exceto pelo fato de que o nome a ser vibrado é o nome secreto do Deus (que eu não vou dizer aqui, né?), e você sentirá um portal de carvalho se abrir em sua nuca, e sua coluna vertebral como um tronco oco, sendo preenchido por uma luz dourada, adocicada e forte como resina de árvore. Para completar, temos o Grande Rito, uma união sexual após o Puxar para Baixo a Lua e o Deus. Na Bruxaria Moderna, isso foi substituído pelo Grande Ritual Simbólico, em que um Athame penetra um Cálice. Originalmente, isso era apenas parte da bênção de Bolos e Vinhos.

Você deve estar se perguntando "Ué, mas no Grande Ritual que eu conheço, cada um tem uma serpente do caduceu ativada, e aí junta os dois." Sim, mas isso é uma versão mais "light" do ritual. Para fazer a versão mais "power", precisa passar a energia pelo meio do caduceu. 
Nos velhos tempos, o Magister de um coven (geralmente marido da Magistra) tinha direito de Prima Nocte sobre as mulheres de seu conventículo. Mas isso só poderia ser feito após o Magister ter Drawing Down the God [Puxado para Baixo o Deus], o que transformava todo o prazer obtido em uma oferenda para o Deus. Hoje em dia, esse costume seria inviável. Mas, na Idade Média, as pessoas tinham uma mentalidade bem menos vitoriana do que a nossa. Por exemplo, no mês de Maio, havia férias conjugais, e todo mundo catava quem quisesse e ia, alegremente, para o meio do mato , "colher morangos" (expressão da época). O casamento, no século XI, era feito com o casal nu na cama, na frente da família inteira, com o pai do noivo abençoando o casal, espargindo-os com um raminho de planta embebido em água. Ainda não tinham inventado o casamento na igreja. Em certas cidades, nos dias quentes de verão, colocavam uma tina de água no meio da praça, e todos arrancavam suas roupas e pulavam na água, nus na frente de todo o mundo. E, durante toda a Idade Média, havia banhos públicos, aos quais as pessoas compareciam com chapéus, jóias e sapatos, e sem o resto das roupas, homens e mulheres misturados, sem distinção. Aliás, na Idade Média, as mulheres tinham direitos iguais aos dos homens e podiam votar. Para quem quiser saber mais sobre a Idade Média, indico o livro de Régine Pernoud, "Idade Média: o que não nos ensinaram".